Ser um servo é a maior aspiração de quem conheceu Jesus Cristo!
É aonde podemos ir, o mais alto a se pretender e querer conseguir.
Ah se eu conseguisse tal coisa alcançar! É nessa meta que eu insisto,
Ser parecido com o meu Mestre, que me ensina, me faria muito sorrir!
Quem da Salvação, a alegria imensa, já experimentou um dia, a Bela!
Almeja compartilhar aos seus, conforme a recebeu, mostrar o Preço.
Querendo o Bem compartilhar, feliz, que impagável, nos é de Graça,
Mas tão valiosa que, tão cara, jamais inegociável, que não A mereço!
Só mesmo Deus com tão grande Amor poderia algo assim imaginar!
Que Se dando, ao pecador, remindo-o de tal pecado assim pudesse.
Dar-nos o Perdão que nos afasta do que entristece, podendo alegrar,
E pra sempre,pra todo sempre, perto dEle, sendo dEle, assim fizesse!
De que mais se precisa, o que nos faria então falta que possa atrapalhar?
Se temos tudo que se precisa, para servir, viver e testemunhar com vigor?
Tendo nEle a Esperança de que tudo Ele nos faz para vivermos aqui, Amar.
E que nada nos falta, mais que pedimos e que merecemos e o Seu Amor.
Ser servo é bom, é o melhor dessa vida.
Servir é ser dEle, ter o que Ele nos dá!
Que alegria tão grande se pode conter?
Ele dá a quem quer, e a quem quer receber!
Diácono Henri
PIB Magé-RJ
Membro da OBBH.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Que é a nossa vida?
Seria melhor para o homem se fosse imortal?
Viver sempre aqui sem um dia final?
Sendo mesmo bons dias, os aproveitaria?
Melhor aqui do que a do céu, há alegria?!
E quais canções mais belas compartilhar
Com Deus, sem nada, pecado a atrapalhar,
Os ouvidos perfeitos, as canções ouvir
Naquele celeste, desejado e doce porvir!
E juntos com Cristo com anjos louvando
A Deus bem servindo e juntos honrando,
Cantamos, bradamos dizendo: a Ti Glórias!
Enquanto aqui só contamos histórias.
Que mui grande festa será ali encontrar
O Wagner, Adriano e tantos outros ali.
A Cristo, com todos que vão nos cercar,
"Bem vindos", ouvirão entre eles o Henri.
Se eu morresse amanhã, os amigos e irmãos
Lembrariam das coisas, só as boas que fiz,
Chorariam e apertariam a fronte com as mãos
Mas saberiam que no céu serei bem mais feliz.
Enquanto aqui, usar, quiser Deus minha vida,
A gastá-la eu vou com prazer e satisfação,
Seja qual a tarefa e qual seja a lida,
Vou viver pra cumprir com a ajuda do irmão.
Diácono Henri.
Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!
*Você pode receber milagres de Deus sem conhecer o Deus dos milagres.
Mas é impossível que você receba o perdão de Deus sem ter uma experiência com Ele.
Viver sempre aqui sem um dia final?
Sendo mesmo bons dias, os aproveitaria?
Melhor aqui do que a do céu, há alegria?!
E quais canções mais belas compartilhar
Com Deus, sem nada, pecado a atrapalhar,
Os ouvidos perfeitos, as canções ouvir
Naquele celeste, desejado e doce porvir!
E juntos com Cristo com anjos louvando
A Deus bem servindo e juntos honrando,
Cantamos, bradamos dizendo: a Ti Glórias!
Enquanto aqui só contamos histórias.
Que mui grande festa será ali encontrar
O Wagner, Adriano e tantos outros ali.
A Cristo, com todos que vão nos cercar,
"Bem vindos", ouvirão entre eles o Henri.
Se eu morresse amanhã, os amigos e irmãos
Lembrariam das coisas, só as boas que fiz,
Chorariam e apertariam a fronte com as mãos
Mas saberiam que no céu serei bem mais feliz.
Enquanto aqui, usar, quiser Deus minha vida,
A gastá-la eu vou com prazer e satisfação,
Seja qual a tarefa e qual seja a lida,
Vou viver pra cumprir com a ajuda do irmão.
Diácono Henri.
Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!
*Você pode receber milagres de Deus sem conhecer o Deus dos milagres.
Mas é impossível que você receba o perdão de Deus sem ter uma experiência com Ele.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Igreja com Princípios
Entre muitas coisas uma Igreja precisa de Princípios!
Por isso apóio uma Igreja com Princípios Bíblicos!
Porque uma Igreja pode ter muitas coisas mas se não tiver Princípios Bíblicos será fraca.
Uma Igreja precisa de membros que também tenham princípios.
Porque se os membros não tiverem princípios serão um desastre na sociedade e na Igreja!
Uma Igreja pode ter ar condicionado central, bebedouros dos melhores, banheiros aprimorados, equipe de louvor muito atrativa, poltronas confortáveis, etc...
Mas se não tiver princípios Bíblicos será como se não tivesse portas e janelas!
É um despropósito uma Igreja e seus membros sem princípios. E os líderes deveriam priorizar e mostrar os princípios aos membros acima de quaisquer outras coisas.
Um dos maiores propósitos que se deveria ter é o Princípio Bíblico!
Muitos estão ensinando coisas vãs para as Igrejas desejosos de verem as pessoas enchendo o espaço. E essas coisas são encontradas facilmente nos muitos livros importados que estão sendo considerados a última moda para as Igrejas.
Mas o Princípio é adquirido através da Bíblia Sagrada. E quanto mais se lê, mais se percebe quanto pobres são os outros ensinamentos. Mas se levará mais tempo para encher a Igreja de pessoas.
Devemos fazer semelhantemente fizeram Daniel, Azarias, Hananias e Misael e preferirmos alimentos que não sejam contaminados e desprezando as iguarias do príncipe desse mundo.
Para que isso aconteça é preciso que se tenha Princípios Bíblicos. Que se busque uma vida com propósito Bíblico e não de um livro qualquer.
Experimente viver por quatro semanas (não precisa quarenta) alimentando- se da saudável Palavra de Deus e depois compare como você era antes. Perceberá que o resultado produzido pela leitura, meditação e prática na Palavra de Deus promove com muito mais eficiência, resultados duradouros e felizes. Afinal, o fortalecimento que a Bíblica produz não pode ser comparado com as "bombas" anabolizantes que alguns estão oferecendo aos crentes por aí.
E no final da experiência com a Bíblia, perceberá que uma Igreja saudável tem o seu propósito na edificação dos membros e não em transformá-los em vendedores ambulantes de aparência cristã. E muito mais do que aparência o cristão precisa ter sua fé fortalecida diariamente. E não se consegue isso de outra maneira, nem com milhões de livros de auto ajuda, mas exclusivamente com a Bíblia, a Palavra de Deus.
Diante disso que leu, você pode estar questionando por que os líderes que sabem disso não aplicam isso à Igreja. Respondo dizendo que para muitos líderes, os seus liderados lerem e meditarem na Bíblia é um desastre. E é assim porque quando se lê e medita na Bíblia conseguimos perceber e passamos fazer as coisas que agradam a Deus, rejeitando as coisas que os líderes impõem querendo aproveitar-se da boa vontade dos liderados.
Assim como um excelente técnico orienta bem o atleta que treina, o líder chamado por Deus orienta bem aqueles que fazem parte da Igreja de Cristo. E um técnico quer o melhor para o atleta, quer que ele tenha saúde, excelentes condições físicas e capacidade para vencer. Assim também, o líder espiritual quer o melhor para seus liderados e lhes oferece o que tem de melhor, evitando as fábulas, crendices e tudo aquilo que não sirva ou que atrapalhe o desenvolvimento do liderado. Por isso, o verdadeiro líder espiritual se concentra na Bíblia e oferece porções especiais de tal forma que os liderados consigam vencer, e vencer não apenas como o atleta, mas vencer como Jesus Cristo venceu.
E você prefere ter alimento sólidos com princípios Bíblicos ou está se deixando envolver com as gororobas desse mundo?!
Dc. Henri - membro da OBBH.
Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!
Por isso apóio uma Igreja com Princípios Bíblicos!
Porque uma Igreja pode ter muitas coisas mas se não tiver Princípios Bíblicos será fraca.
Uma Igreja precisa de membros que também tenham princípios.
Porque se os membros não tiverem princípios serão um desastre na sociedade e na Igreja!
Uma Igreja pode ter ar condicionado central, bebedouros dos melhores, banheiros aprimorados, equipe de louvor muito atrativa, poltronas confortáveis, etc...
Mas se não tiver princípios Bíblicos será como se não tivesse portas e janelas!
É um despropósito uma Igreja e seus membros sem princípios. E os líderes deveriam priorizar e mostrar os princípios aos membros acima de quaisquer outras coisas.
Um dos maiores propósitos que se deveria ter é o Princípio Bíblico!
Muitos estão ensinando coisas vãs para as Igrejas desejosos de verem as pessoas enchendo o espaço. E essas coisas são encontradas facilmente nos muitos livros importados que estão sendo considerados a última moda para as Igrejas.
Mas o Princípio é adquirido através da Bíblia Sagrada. E quanto mais se lê, mais se percebe quanto pobres são os outros ensinamentos. Mas se levará mais tempo para encher a Igreja de pessoas.
Devemos fazer semelhantemente fizeram Daniel, Azarias, Hananias e Misael e preferirmos alimentos que não sejam contaminados e desprezando as iguarias do príncipe desse mundo.
Para que isso aconteça é preciso que se tenha Princípios Bíblicos. Que se busque uma vida com propósito Bíblico e não de um livro qualquer.
Experimente viver por quatro semanas (não precisa quarenta) alimentando- se da saudável Palavra de Deus e depois compare como você era antes. Perceberá que o resultado produzido pela leitura, meditação e prática na Palavra de Deus promove com muito mais eficiência, resultados duradouros e felizes. Afinal, o fortalecimento que a Bíblica produz não pode ser comparado com as "bombas" anabolizantes que alguns estão oferecendo aos crentes por aí.
E no final da experiência com a Bíblia, perceberá que uma Igreja saudável tem o seu propósito na edificação dos membros e não em transformá-los em vendedores ambulantes de aparência cristã. E muito mais do que aparência o cristão precisa ter sua fé fortalecida diariamente. E não se consegue isso de outra maneira, nem com milhões de livros de auto ajuda, mas exclusivamente com a Bíblia, a Palavra de Deus.
Diante disso que leu, você pode estar questionando por que os líderes que sabem disso não aplicam isso à Igreja. Respondo dizendo que para muitos líderes, os seus liderados lerem e meditarem na Bíblia é um desastre. E é assim porque quando se lê e medita na Bíblia conseguimos perceber e passamos fazer as coisas que agradam a Deus, rejeitando as coisas que os líderes impõem querendo aproveitar-se da boa vontade dos liderados.
Assim como um excelente técnico orienta bem o atleta que treina, o líder chamado por Deus orienta bem aqueles que fazem parte da Igreja de Cristo. E um técnico quer o melhor para o atleta, quer que ele tenha saúde, excelentes condições físicas e capacidade para vencer. Assim também, o líder espiritual quer o melhor para seus liderados e lhes oferece o que tem de melhor, evitando as fábulas, crendices e tudo aquilo que não sirva ou que atrapalhe o desenvolvimento do liderado. Por isso, o verdadeiro líder espiritual se concentra na Bíblia e oferece porções especiais de tal forma que os liderados consigam vencer, e vencer não apenas como o atleta, mas vencer como Jesus Cristo venceu.
E você prefere ter alimento sólidos com princípios Bíblicos ou está se deixando envolver com as gororobas desse mundo?!
Dc. Henri - membro da OBBH.
Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Música pra louvar ou satisfazer?!
Parece que há uma confusão sobre esse assunto.
Quando falo ou escrevo sobre a qualidade da nossa música, a música dos salvos, aquela que usamos para louvar a Deus, falo de qualidade quanto a música (melodia,harmonia e ritmo) e da poesia (exclusivamente com teor Bíblico).
Não se trata de gosto pessoal e nem de gosto regional.
Então, diante disso, não há como se considerar quadrada ou antiquada uma música de maneira que não a possamos cantar.
É preciso ter muito cuidado com isso porque considero ser exatamente essa maneira de pensar que está destruindo a música que os salvos usamos para louvar a Deus.
Há uma música dos salvos e ela é aquela que é cantada para adorar a Deus!
O problema é que estão enchendo as Igrejas de criaturas e essas criaturas não conseguem cantar a música dos salvos.
A música dos salvos exalta a Deus e humilha o "Eu"!
Diante disso, reparem naquilo que se tem produzido para que os salvos cantem tentando substituir aquilo que temos.
E diante de locais lotados por criaturas (insisto nisso) com gente ávida pela necessidade imensa de auto satisfação e reconhecimento, precisando de auto sugestão para sua vida mesquinha, essas criaturas acabam presas fáceis daqueles que movidos pelo diabo as mantém dependentes e por isso usufruem daquilo que essas criaturas podem lhes oferecer.
Uma vez essas criaturas conhecendo a Verdade serão libertas e não mais servirão aos propósitos humanos dos líderes mesquinhos e, então, poderão cantar a música dos salvos.
Enquanto isso não acontece sofreremos os ruídos que são escolhidos pelas criaturas como aquilo que mais lhes agrada.
Deus nos abençoe e use!
Dc. Henri - Membro da OBBH.
Quando falo ou escrevo sobre a qualidade da nossa música, a música dos salvos, aquela que usamos para louvar a Deus, falo de qualidade quanto a música (melodia,harmonia e ritmo) e da poesia (exclusivamente com teor Bíblico).
Não se trata de gosto pessoal e nem de gosto regional.
Então, diante disso, não há como se considerar quadrada ou antiquada uma música de maneira que não a possamos cantar.
É preciso ter muito cuidado com isso porque considero ser exatamente essa maneira de pensar que está destruindo a música que os salvos usamos para louvar a Deus.
Há uma música dos salvos e ela é aquela que é cantada para adorar a Deus!
O problema é que estão enchendo as Igrejas de criaturas e essas criaturas não conseguem cantar a música dos salvos.
A música dos salvos exalta a Deus e humilha o "Eu"!
Diante disso, reparem naquilo que se tem produzido para que os salvos cantem tentando substituir aquilo que temos.
E diante de locais lotados por criaturas (insisto nisso) com gente ávida pela necessidade imensa de auto satisfação e reconhecimento, precisando de auto sugestão para sua vida mesquinha, essas criaturas acabam presas fáceis daqueles que movidos pelo diabo as mantém dependentes e por isso usufruem daquilo que essas criaturas podem lhes oferecer.
Uma vez essas criaturas conhecendo a Verdade serão libertas e não mais servirão aos propósitos humanos dos líderes mesquinhos e, então, poderão cantar a música dos salvos.
Enquanto isso não acontece sofreremos os ruídos que são escolhidos pelas criaturas como aquilo que mais lhes agrada.
Deus nos abençoe e use!
Dc. Henri - Membro da OBBH.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Afastamento da Palavra de Deus.
Os nossos grandes problemas denominacionais são consequência do afastamento da Palavra de Deus.
A relativização de hoje, segue a contextualização de ontem por causa da má interpretação de outrora.
Deus fala, determinando e exortando. O homem traz essa ordem para a sua atualidade, e satanás aproveita isso para relativizar, dizendo que não é bem assim!
Como não se percebe de imediato o estrago feito, porque ele demora algum tempo para acontecer, aqueles que se envolvem nessa atitude lamentável, não o percebem.
Aquilo que não for orientação Bíblica vai de encontro a vontade de Deus e o risco assumido é imenso, trazendo consequências trágicas.
Vejam por exemplo o tempo que levamos para perceber o imenso equívoco quanto a educação de filhos apresentada por sociólogos incrédulos, quando relativizaram a orientação Bíblica por causa da contextualização, diante de pensamentos modernos de educação.
Além desse exemplo, há outros, que talvez os nossos irmãos não estejam percebendo. Mas precisamos fazê-los perceber. Afinal, o abandono à Palavra de Deus só pode trazer estragos.
Não se pode, em nome da modernidade, abrir-se mão da Bíblia, porque é através da Bíblia que Deus conduz aqueles que se dispõem no Serviço conforme o Seu Propósito.
A denominação Batista tem menosprezado a Bíblia através de algumas Igrejas participantes que insistem em agir conforme lhes pareça melhor.
Percebemos que nenhuma atitude é tomada através da CBB quanto a isso. Com essa atitude desleixada da CBB a corrupção tem encontrado as portas abertas e contaminado as outras Igrejas também. Essa atitude medrosa não adianta de nada porque ao longo do tempo essas Igrejas sairão da CBB. Mas sairão deixando um estrago imenso naquelas que permanecerem.
A preocupação da CBB em manter uma quantidade grande de Igrejas filiadas está desfigurando os Batistas brasileiros e estamos perdendo a nossa identidade. Muitos já estão dizendo que não duraremos mais muito tempo.
Sabemos que uma Igreja é autônoma e que a CBB serve as Igrejas. Mas a CBB se esquece que o servir as Igrejas, todas elas sem distinção, significa servir aquelas Igrejas que se mantém fiel a Bíblia de onde tiramos a nossa doutrina.
Não se pode, em nome de uma falsa expectativa de crescimento ou manuntenção de quantidade de Igrejas filiadas, permitir-se que sejam impostas a todas as Igrejas os desvios doutrinários que tomamos conhecimento, e que por ser uma praga, vai se alastrando a cada dia, prejudicando uma denominação que tem tudo para ser aquela que aponte a melhor prática do que temos nas Escrituras.
Até parece que não existe na CBB a possibilidade de que aqueles que estejam interpretando a Bíblia de maneira diferente tenham a oportunidade de sair.
Da mesma maneira que um membro é desligado de uma Igreja quando interpreta a Bíblia de maneira diferente, insistindo em contrariar o que temos considerado como melhor interpretação, a associação e convenção a qual uma Igreja está ligada, pode retirar essa Igreja se, após exortação perceber a insistência na permanência do desvio Bíblico doutrinário.
Considero que falte essa atitude, porque se estivesse sendo tomada, por certo muitas Igrejas pensariam melhor antes de se enveredarem pelos caminhos distantes da Palavra de Deus conforme o próprio Deus orienta.
E como um abismo chama outros abismos, temos percebido desvios não somente nas Igrejas mas nas instituições em geral da CBB, com desmandos e prejuízos imensos a denominação como o mais recente acontecido no STBSB.
Já escrevi há algum tempo sobre a eficiência da JMN e do problema sério que teremos com os frutos colhidos através da ação veloz e intensa de semeadura que temos tido notícia. E o nosso problema é que corremos um risco enorme de não termos onde colocar o que se colher, por causa dos "celeiros" despreparados para essa colheita, não nos permitindo que essa eficiência sejam também seguida de eficácia.
Os missionários espalhados pelo nosso país estão semeando muito. Mas não se está preparando os "celeiros" para que estejam prontos. E é Bíblica a orientação de que seja uma boa atitude a de se preparar celeiros em condições de receber a colheita. De outra maneira, o que for colhido poderá estragar-se com os fungos da heresia ou estragar-se ao ser colocado junto com outros frutos deteriorados.
Talvez seja a hora de se fazer uma pesquisa com todas as Igrejas Batistas lhes perguntando sobre a eficiência e eficácia da CBB, permitindo assim que a CBB perceba qual seja a vontade das Igrejas as quais serve.
Já não é a primeira nem segunda vez que escrevo, e parece que estou completamente equivocado quanto as minhas percepções e que nada disso que escrevi seja assim. Gostaria muito que fosse equívoco da minha parte e que a nossa denominação esteja no melhor caminho e que as Igrejas filiadas estejam vivendo conforme orienta a Bíblia, a Palavra de Deus.
Quando percebemos que a liderança está deteriorada, não se importando com a denominação, procurando apenas o bem de si mesmos e dos seus mais ligados diretamente, concluimos que os membros correm risco de não se importarem também. Mais cedo ou tarde acabaremos todos tomando ciência desse desleixo com a denominação, Igreja e Palavra de Deus.
Deus nos abençoe e use!
Dc. Henri - membro da OBBH.
Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!
Endereço do meu Blog: http://henripib.blogspot.com/
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=4370180094065783857
A relativização de hoje, segue a contextualização de ontem por causa da má interpretação de outrora.
Deus fala, determinando e exortando. O homem traz essa ordem para a sua atualidade, e satanás aproveita isso para relativizar, dizendo que não é bem assim!
Como não se percebe de imediato o estrago feito, porque ele demora algum tempo para acontecer, aqueles que se envolvem nessa atitude lamentável, não o percebem.
Aquilo que não for orientação Bíblica vai de encontro a vontade de Deus e o risco assumido é imenso, trazendo consequências trágicas.
Vejam por exemplo o tempo que levamos para perceber o imenso equívoco quanto a educação de filhos apresentada por sociólogos incrédulos, quando relativizaram a orientação Bíblica por causa da contextualização, diante de pensamentos modernos de educação.
Além desse exemplo, há outros, que talvez os nossos irmãos não estejam percebendo. Mas precisamos fazê-los perceber. Afinal, o abandono à Palavra de Deus só pode trazer estragos.
Não se pode, em nome da modernidade, abrir-se mão da Bíblia, porque é através da Bíblia que Deus conduz aqueles que se dispõem no Serviço conforme o Seu Propósito.
A denominação Batista tem menosprezado a Bíblia através de algumas Igrejas participantes que insistem em agir conforme lhes pareça melhor.
Percebemos que nenhuma atitude é tomada através da CBB quanto a isso. Com essa atitude desleixada da CBB a corrupção tem encontrado as portas abertas e contaminado as outras Igrejas também. Essa atitude medrosa não adianta de nada porque ao longo do tempo essas Igrejas sairão da CBB. Mas sairão deixando um estrago imenso naquelas que permanecerem.
A preocupação da CBB em manter uma quantidade grande de Igrejas filiadas está desfigurando os Batistas brasileiros e estamos perdendo a nossa identidade. Muitos já estão dizendo que não duraremos mais muito tempo.
Sabemos que uma Igreja é autônoma e que a CBB serve as Igrejas. Mas a CBB se esquece que o servir as Igrejas, todas elas sem distinção, significa servir aquelas Igrejas que se mantém fiel a Bíblia de onde tiramos a nossa doutrina.
Não se pode, em nome de uma falsa expectativa de crescimento ou manuntenção de quantidade de Igrejas filiadas, permitir-se que sejam impostas a todas as Igrejas os desvios doutrinários que tomamos conhecimento, e que por ser uma praga, vai se alastrando a cada dia, prejudicando uma denominação que tem tudo para ser aquela que aponte a melhor prática do que temos nas Escrituras.
Até parece que não existe na CBB a possibilidade de que aqueles que estejam interpretando a Bíblia de maneira diferente tenham a oportunidade de sair.
Da mesma maneira que um membro é desligado de uma Igreja quando interpreta a Bíblia de maneira diferente, insistindo em contrariar o que temos considerado como melhor interpretação, a associação e convenção a qual uma Igreja está ligada, pode retirar essa Igreja se, após exortação perceber a insistência na permanência do desvio Bíblico doutrinário.
Considero que falte essa atitude, porque se estivesse sendo tomada, por certo muitas Igrejas pensariam melhor antes de se enveredarem pelos caminhos distantes da Palavra de Deus conforme o próprio Deus orienta.
E como um abismo chama outros abismos, temos percebido desvios não somente nas Igrejas mas nas instituições em geral da CBB, com desmandos e prejuízos imensos a denominação como o mais recente acontecido no STBSB.
Já escrevi há algum tempo sobre a eficiência da JMN e do problema sério que teremos com os frutos colhidos através da ação veloz e intensa de semeadura que temos tido notícia. E o nosso problema é que corremos um risco enorme de não termos onde colocar o que se colher, por causa dos "celeiros" despreparados para essa colheita, não nos permitindo que essa eficiência sejam também seguida de eficácia.
Os missionários espalhados pelo nosso país estão semeando muito. Mas não se está preparando os "celeiros" para que estejam prontos. E é Bíblica a orientação de que seja uma boa atitude a de se preparar celeiros em condições de receber a colheita. De outra maneira, o que for colhido poderá estragar-se com os fungos da heresia ou estragar-se ao ser colocado junto com outros frutos deteriorados.
Talvez seja a hora de se fazer uma pesquisa com todas as Igrejas Batistas lhes perguntando sobre a eficiência e eficácia da CBB, permitindo assim que a CBB perceba qual seja a vontade das Igrejas as quais serve.
Já não é a primeira nem segunda vez que escrevo, e parece que estou completamente equivocado quanto as minhas percepções e que nada disso que escrevi seja assim. Gostaria muito que fosse equívoco da minha parte e que a nossa denominação esteja no melhor caminho e que as Igrejas filiadas estejam vivendo conforme orienta a Bíblia, a Palavra de Deus.
Quando percebemos que a liderança está deteriorada, não se importando com a denominação, procurando apenas o bem de si mesmos e dos seus mais ligados diretamente, concluimos que os membros correm risco de não se importarem também. Mais cedo ou tarde acabaremos todos tomando ciência desse desleixo com a denominação, Igreja e Palavra de Deus.
Deus nos abençoe e use!
Dc. Henri - membro da OBBH.
Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!
Endereço do meu Blog: http://henripib.blogspot.com/
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=4370180094065783857
terça-feira, 18 de maio de 2010
Louvor Agradável!
O nosso inimigo conseguiu que Eva lhe desse atenção.
E inoculou nela o veneno fatal da auto confiança...
O primeiro Adão, apático, omisso, impotente, nada fez.
E com isso, perderam a comunhão diária com Deus!
O nosso inimigo, satanás, investiu contra a "segunda Eva".
Queria, o astuto e ardil, nEla injetar o seu feroz veneno...
O segundo Adão, Jesus, com muito amor deu a vida por Ela.
Conseguimos então,e mantivemos a comunhão com Deus.
Mas o inimigo sagaz quer interferir nessa comunhão.
E conseguiu o método mais eficaz que se poderia imaginar.
Usando a tática da "expressão de louvor", injeta o seu veneno.
E em nome da adoração, a Igreja aceita e perdemos parte da comunhão.
Esse veneno cega e ensurdece, caminha lentamente pelas veias da arte.
Restringe o Amor, aprofunda os amores, impede que se louve e adore...
Em barulho, se tranformou a música e em uma triste dança, a poesia...
Já não temos mais a beleza do cantar, que se expressava em voz nossa alegria.
E pra louvar, nós temos de gritar, ou então, sermos todos abafados,
Pelos tons mais altos que tilintam...E de pé, quase sempre obrigados.
Quem me dera pudesse promover, qual o Daniel, que tão longe conseguiu,
A dieta do "rei" ser evitada, e por um tempo cantar mas só os hinos...
Sem barulho e ruídos transpassantes, e o que nos tira da voz o bom louvor.
A cantar com ardor altissonantes, belos hinos, ao nosso Pai e Deus de Amor.
E assim com toda a Igreja a Deus louvando e com Graça a outros cativar,
À medida que eles vão chegando, podermos juntos, sim, e felizes Adorar!
Dc. Henri - PIB Magé- RJ.
E inoculou nela o veneno fatal da auto confiança...
O primeiro Adão, apático, omisso, impotente, nada fez.
E com isso, perderam a comunhão diária com Deus!
O nosso inimigo, satanás, investiu contra a "segunda Eva".
Queria, o astuto e ardil, nEla injetar o seu feroz veneno...
O segundo Adão, Jesus, com muito amor deu a vida por Ela.
Conseguimos então,e mantivemos a comunhão com Deus.
Mas o inimigo sagaz quer interferir nessa comunhão.
E conseguiu o método mais eficaz que se poderia imaginar.
Usando a tática da "expressão de louvor", injeta o seu veneno.
E em nome da adoração, a Igreja aceita e perdemos parte da comunhão.
Esse veneno cega e ensurdece, caminha lentamente pelas veias da arte.
Restringe o Amor, aprofunda os amores, impede que se louve e adore...
Em barulho, se tranformou a música e em uma triste dança, a poesia...
Já não temos mais a beleza do cantar, que se expressava em voz nossa alegria.
E pra louvar, nós temos de gritar, ou então, sermos todos abafados,
Pelos tons mais altos que tilintam...E de pé, quase sempre obrigados.
Quem me dera pudesse promover, qual o Daniel, que tão longe conseguiu,
A dieta do "rei" ser evitada, e por um tempo cantar mas só os hinos...
Sem barulho e ruídos transpassantes, e o que nos tira da voz o bom louvor.
A cantar com ardor altissonantes, belos hinos, ao nosso Pai e Deus de Amor.
E assim com toda a Igreja a Deus louvando e com Graça a outros cativar,
À medida que eles vão chegando, podermos juntos, sim, e felizes Adorar!
Dc. Henri - PIB Magé- RJ.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A força da ignorância (ou: socorro, não agüento mais cantar corinhos!)
Vivemos mesmo numa época de ignorância, de obscuridade intelectual e de irracionalismo. Infelizmente, a ignorância tem se tornando jóia cultivada neste país, e os mais pensantes são cada vez mais postos de lado. Quando um político de expressão nacional diz que livro é como academia de ginástica: a gente olha e foge, é porque a coisa ficou feia mesmo. O pior é que a ignorância é cultivada com arrogância. Parece que quanto mais ignorante, mais digno de crédito. E a espiritualidade evangélica tem se distanciado do pensar, que tem sido cada vez mais visto como ato carnal, quando não diabólico. A ignorância está em alta. Está difícil ser evangélico, também, hoje, a quem é pensante.
Ouvi no noticiário televisivo: um rapaz de vinte e poucos anos, gaúcho, estudante de Teologia na Bolívia, desapareceu nos Andes, quando fora escalar uma montanha de 6.300 metros. O rapaz não tem experiência alguma de alpinista, e ainda assim foi sozinho porque, segundo a mãe, queria ter uma experiência com o Espírito Santo, queria encontrar o Espírito Santo. Como achou que ele é boliviano e mora nos Andes foi fazer a escalada.
Com todo respeito: o que leva a uma pessoa a sair do Rio Grande do Sul onde há bons seminários, passando pelo Paraná, onde também os há, e ir estudar Teologia na Bolívia? Respeitosamente: desde quando a Bolívia tem expressão em ensino teológico? Este jovem não tinha um pastor que o orientasse? E o que leva alguém, sem experiência alguma, a escalar sozinho uma montanha de 6.300 metros para encontrar o Espírito Santo? De onde lhe veio a idéia de que numa montanha encontraria o Espírito? E como convertido e aparentemente vocacionado, ainda não encontrara o Espírito? O que ensinaram a este jovem na igreja e depois no seminário? Sei que a família está sofrendo e que é hora de consolar, mas não posso deixar de dizer: quanta gente tonta, sem noção das coisas, e usando a espiritualidade como pretexto para a falta de juízo! Mas isto é reflexo do cristianismo que pregamos e cantamos hoje em dia. Cantamos autênticos absurdos teológicos e que se chocam contra a Bíblia, e ficamos por isto mesmo. As pessoas não pensam no que cantam, mas se apenas o ritmo é bom, agitado e as faz sentirem-se bem.
Temos um cristianismo cada vez mais sem Cristo, e cada vez mais com o Espírito Santo, sendo que por Espírito Santo as pessoas entendem uma experiência extra-sensorial. Porque uma experiência com o Espírito aproxima mais de Cristo, pois esta é sua missão. O evangelho está se tornando um ajuntamento de sentimentos, sensações, experiências místicas. Culpo um púlpito que não é exegético e corinhos ingênuos e até tolos. Os muitos corinhos que enxameiam nossa liturgia nos fazem cantar tantas inconveniências que fico abismado que pessoas razoavelmente lúcidas em sua vida secular cantem aquelas letras. Boa parte delas é confusa, sendo difícil ligar uma linha à outra. Pessoas que são professores cantam tantos erros de português, em que “tua” e “sua”, que são pessoas diferentes, se misturam e por vezes nem se sabe quando se fala de Deus ou de alguma outra pessoa. Raramente se fala de Jesus, e quando se fala dá para notar que Jesus é cada vez mais um conceito para dentro qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média, que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, subir o monte de Sião, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins, uma série de expressões que não fazem sentido algum. Mas os compositores estão acima da crítica, mesmo quando fazem coisas ridículas, como andar de quatro em público. E quem canta os tais corinhos se sente bem. E também não aceita correção. Quem tenta corrigi-los em suas heresias e tolices é vaidoso, carnal, fossilizado, etc. O que vale não é se o que se canta é certo, mas se faz bem. As pessoas querem se sentir bem e ter alguma experiência. O conteúdo do que se canta é irrelevante. Sendo honesto: não agüento mais cantar corinhos! Chamem-me de vaidoso ou pernóstico, que não fará diferença, mas a maior parte dos corinhos, mesmo que na nova semântica se chamem pomposamente de louvor, é uma ofensa a quem sabe ler e interpretar um texto e tem uma noção mínima de conteúdo da Bíblia.
“Eu tenho a força”, bradava He-Man. Uma força mística, não divina, mas uma energia cósmica. Parece-me que é essa força espiritual que as pessoas buscam. Eles não querem aprofundamento no evangelho nem estudar a Bíblia. Eles querem sensações e experimentar uma força. O evangelho está se diluindo no esoterismo que grassa no mundo atual.
Esta é uma palavra especial aos pastores e ministros de música, que julgo eu, são as pessoas mais responsáveis pelo que acontece e que podem mudar a situação. Quero alinhavar algumas sugestões e lhes peço, respeitosamente, que pensem nelas.
1. FUJAM DO COPISMO
Chacrinha dizia que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. No cenário evangélico também. Há uma usina produtora de corinhos, de forma comercial, que massifica nossas igrejas. Nossos jovens cantam as mesmas coisas vazias em todos os lugares. Em várias igrejas se vê a mesma deselegância de adolescentes robustas, saltitando, num monte de véus, no que pretende ser uma coreografia, mas que mostra gestos descoordenados e deselegantes. Chega a ser triste de ver as pessoas saltitando sem habilidade e com uns gestos que nada têm a ver com o ritmo da música. E a gente fica sem saber o que fazer: se olha as jovens pulando, se pensa no que está cantando, se nota as figuras do multimídia, ou os erros de português das letras, ou ainda o embevecimento do chamado “grupo de louvor”, que volta atrás, repete uma estrofe (quando há estrofe), tremelica a voz, faz ar de quem está sentindo dor. Mas é o padrão na maior parte das igrejas. Parece um shiboleth. Quem não faz assim corre risco de ser execrado. Porque os detentores da verdade litúrgica inovadora são fundamentalistas: fora do modelo deles não há louvor nem espiritualidade. Mas eu pergunto: é preciso fazer tudo igual? Convencionou- se que sim, porque ser antiquado é uma ofensa inominável. E para alguns, fora do padrão corinhos e danças tudo é velharia e não há espiritualidade.
Se você é líder e não concorda, diga que não concorda. Não ceda por medo. Há pastores que têm medo de perder o pastorado e cedem a direção do culto aos jovens. Eles cantam, cantam, e depois se sentam e se desligam do resto da atividade, quando não saem do templo. Há um descompasso entre o que se cantou e o que se prega. Porque se canta um evangelho muito diluído. Há pastores que têm medo de perder o rebanho, massificado por este padrão, e o usam. Tenho ido a igrejas em que pastores ficam alheios aos corinhos (recuso-me a chamá-los de “louvor”), mas dizem-me candidamente: “Eu não gosto, mas o pessoal gosta”. Ele deixa de ser o orientador do povo e passa a ser um garçom que serve o que o povo gosta. Ministro de música também age assim. E também está errado. Se estudou música e passou por um seminário deve ter uma proposta de liturgia menos medíocre e que atenda a todas as faixas etárias da igreja. É sua responsabilidade. Nossos cultos estão sendo empobrecidos pelos corinhos. A música é de baixa qualidade e as letras são aguadas. Os corinhos são cada vez mais efêmeros. Ministro de música, não copie a pobreza musical e intelectual dos corinhos. Pensar não é pecado. E ser inteligente também não é. Se os “levitas” podem discordar dos que chamam depreciativamente de “conservadores”, por que nós, conservadores, não podemos discordar dos “mediocrizadores” da música evangélica?
2. O QUE A BÍBLIA DIZ?
Tudo na igreja deve ser submetido ao crivo da Bíblia, inclusive o que se canta. Os compositores não estão escrevendo uma nova revelação e estão sujeitos ao crivo da Bíblia. Devem ser humildes e não pensarem de si como oráculos de Iahweh. Quem queira subir o monte santo de Sião deve ler Hebreus 12.22-29 e ver que ele é um símbolo do evangelho, da igreja de Deus, e que cada crente já está nele. O monte Sião não tem nada para nós. Quem queira subir acima dos querubins deve ler Isaías 14 e verificar que alguém quis fazer isto no passado e foi expulso do céu. Quem cante “Quero ver a tua face, quero te tocar”, deve se lembrar que Deus disse a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êx 33.20).
As primeiras declarações de fé da igreja foram expressas em cânticos. Muitas afirmações litúrgicas do Novo Testamento foram expressões teológicas que firmaram os cristãos. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. São cânticos que ficam na mente e muita gente está subindo o monte porque canta isto. A igreja precisa cantar sua fé e sua fé está na Bíblia. Toda letra de cântico deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente nem se o que ela canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia.
O conteúdo do evangelho foi muito definido: Cristo crucificado. Mas pouco se cantam Cristo e a sua cruz. Precisamos cantar o ensino da Bíblia. “Doce canto vem no ar com a primavera, Flores lindas vão chegar com a primavera, Lírios, dálias e alecrins, Violetas e jasmins, O sol vai brilhar, passarinhos vão cantar, Com a primavera”. O que isto tem a ver com Cristo, com a salvação, com a segurança dos salvos?
Temos abandonado a Bíblia como fonte de doutrina, trocando-a por revelações e sonhos de gurus. Temo-la abandonado como inspiradora de modelo gerencial para a igreja, assumindo padrões de administração humana. Muita pregação, mesmo com ela sendo lido, é apenas emissão de conceitos culturais, e sendo ela mero pretexto para o discurso. E temo-la deixado de lado como balizadora do que cantamos. A função do cântico não é distrair as pessoas nem fazê-las sentir-se bem no culto, mas ensinar as grandes verdades de Deus. O culto deve ser doutrinador, sim. Preguei num congresso de jovens em Manaus, e deselegantemente, o dirigente tomou a palavra após minha fala e disse: “Não me interesso por doutrina, e sim por Jesus”. Pedi o microfone de volta e fiz uma pergunta: “Sem doutrina, que Jesus você tem?”.
Com nossos cânticos atuais, não temos Jesus. Em muitos deles temos um espírito de grupo, uma cultura grupal ou um Espírito que mais se parece com a Força de He-Man que com o Espírito Santo. É preciso subordinar tudo ao crivo da Bíblia. O evangelho está se tornando cada vez menos bíblico e mais sentimental. Porque está faltando Bíblia.
3. NÃO DESPREZE SUA HERANÇA TEOLÓGICA E LITÚRGICA
O terceiro aspecto que abordo é este: não despreze sua herança teológica e litúrgica. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Mas há uma tradição que enriquece e que dá balizamento. O evangelho não começou agora. A igreja não surgiu há alguns poucos anos. Os momentos de louvor e adoração não foram criados agora. Muitos deles, no passado, deixaram marcas profundas de avivamentos que impactaram a sociedade.
Até agora caí de tacape e borduna nos corinhos, sem abrir espaço para reconhecer que alguns sejam bons. Foi de propósito. Creio que consegui um pouco de atenção. Creio que há cânticos bons e que trazem conceitos espirituais seguros. São coerentes, biblicamente falando. E respeitam a herança teológica do protestantismo. Porque este critério também tem valor: os cânticos estão reafirmando nossa fé ou modificando a nossa fé? Infelizmente, a maioria me deixa desconfortado: não os canto porque não expressam minha fé, a fé em que fui criado, a “bendita fé de nossos pais”, como diz um hino.
Nós temos um passado e não podemos fugir dele. A ignorância do passado leva a cometer os mesmos erros cometidos. Houve uma longa luta para firmar o cânon do Novo Testamento, e precisamos lembrar que é ele que interpreta o Antigo. Muita gente tem cantado o Antigo Testamento, mas nós somos cristãos. Nós cantamos a fé em Cristo. Se o Antigo Testamento é pregado, deve ser interpretado pelo Novo. Se o Antigo é cantado, deve ser interpretado pelo Novo. Estão querendo rejudaizar o evangelho, questão que a igreja já resolvera em Atos 15 e contra a qual Paulo escreveu a sua mais dura carta, a epístola aos gálatas. Somos filhos do Novo Testamento, e não do Antigo. Somos filhos dos evangelhos e das epístolas, e não de Salmos, embora Jesus os usasse. Mas seu próprio jeito de usar os salmos nos orienta: ele os reinterpretou em sua pessoa. Cantemos Jesus, cantemos a fé cristã e não meras sensações, cantemos a cruz, o túmulo vazio, o perdão dos pecados. Cantemos a Igreja, e não Israel. Somos cristãos e não judeus. Cantemos que “a cruz ainda firme está e para sempre ficará”.
Somos salvos pela graça por meio da fé em Cristo. Não somos salvos pelo Espírito Santo nem por uma experiência litúrgica. O Espírito é uma pessoa e não sensações: “O Espírito Santo se move em você com gemidos inexprimíveis” é algo sem sentido. Ele geme por nós, em oração, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Mas não se move dentro de nós, com gemidos. O ponto central do evangelho é Cristo e sua cruz. Este é nosso tesouro teológico, herança à qual devemos nos agarrar. Qualquer cântico que deslustre isto, que diminua Jesus, que esmaeça a cruz, é blasfêmia. Não quero cânticos de auto-ajuda. Quero Jesus e sua cruz. Quem tem Jesus não precisa de muletas emocionais. Quero cânticos bíblicos, de acordo com a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3).
CONCLUSÃO
Sei que foi uma palestra dura. Não vou me desculpar porque o que eu disse é o que eu creio. Sim, estou cansado da ditadura litúrgica que me parece associada a um fundamentalismo: só nós sabemos o que é espiritual e vocês estão fora, são do passado, são frios, são formais. Eu me recuso a cantar bobagens com roupagem espiritual. E desafio vocês a restaurarem a liturgia com conteúdo, com ensino. Desafio-os a não cederem à força da pobreza litúrgica que nos avassala.
Há algo mais comovente e com mais conteúdo que “Castelo Forte”, “Aleluia”, “Amazing Grace”? Por que a ditadura dos corinhos? Por que, no natal, sou obrigado a cantar que quero voar nas asas do Espírito? Que os compositores de corinhos componham música de boa qualidade com letras de conteúdo, e ajustada às épocas, também. Os corinhos são monocromáticos. Dizem sempre a mesma coisa. Nunca ouvi um exortando à confissão de pecados, falando do natal, da dedicação de crianças, da semana da paixão, de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. Tudo é igual: louvar, adorar, contemplar, sentir-se bem. Não permitam a monocromia, que é sinal de pobreza.
Escrevi, tempos atrás, um artigo intitulado “Quero uma igreja velha”. Esta palestra é um desabafo e um pedido de ajuda: “Socorro, quero um culto velho”. Com a Bíblia exposta, com solenidade, com cânticos com nexo, com os grandes hinos de nossa fé, com Cristo e sua cruz brilhando. Sim, estou cansado da liturgia atual, que é pobre e alienante.
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Encontro de Músicos, na PIB de Manaus.
Deus nos abençoe e use!
Dc. Henri - Membro da OBBH.
Ouvi no noticiário televisivo: um rapaz de vinte e poucos anos, gaúcho, estudante de Teologia na Bolívia, desapareceu nos Andes, quando fora escalar uma montanha de 6.300 metros. O rapaz não tem experiência alguma de alpinista, e ainda assim foi sozinho porque, segundo a mãe, queria ter uma experiência com o Espírito Santo, queria encontrar o Espírito Santo. Como achou que ele é boliviano e mora nos Andes foi fazer a escalada.
Com todo respeito: o que leva a uma pessoa a sair do Rio Grande do Sul onde há bons seminários, passando pelo Paraná, onde também os há, e ir estudar Teologia na Bolívia? Respeitosamente: desde quando a Bolívia tem expressão em ensino teológico? Este jovem não tinha um pastor que o orientasse? E o que leva alguém, sem experiência alguma, a escalar sozinho uma montanha de 6.300 metros para encontrar o Espírito Santo? De onde lhe veio a idéia de que numa montanha encontraria o Espírito? E como convertido e aparentemente vocacionado, ainda não encontrara o Espírito? O que ensinaram a este jovem na igreja e depois no seminário? Sei que a família está sofrendo e que é hora de consolar, mas não posso deixar de dizer: quanta gente tonta, sem noção das coisas, e usando a espiritualidade como pretexto para a falta de juízo! Mas isto é reflexo do cristianismo que pregamos e cantamos hoje em dia. Cantamos autênticos absurdos teológicos e que se chocam contra a Bíblia, e ficamos por isto mesmo. As pessoas não pensam no que cantam, mas se apenas o ritmo é bom, agitado e as faz sentirem-se bem.
Temos um cristianismo cada vez mais sem Cristo, e cada vez mais com o Espírito Santo, sendo que por Espírito Santo as pessoas entendem uma experiência extra-sensorial. Porque uma experiência com o Espírito aproxima mais de Cristo, pois esta é sua missão. O evangelho está se tornando um ajuntamento de sentimentos, sensações, experiências místicas. Culpo um púlpito que não é exegético e corinhos ingênuos e até tolos. Os muitos corinhos que enxameiam nossa liturgia nos fazem cantar tantas inconveniências que fico abismado que pessoas razoavelmente lúcidas em sua vida secular cantem aquelas letras. Boa parte delas é confusa, sendo difícil ligar uma linha à outra. Pessoas que são professores cantam tantos erros de português, em que “tua” e “sua”, que são pessoas diferentes, se misturam e por vezes nem se sabe quando se fala de Deus ou de alguma outra pessoa. Raramente se fala de Jesus, e quando se fala dá para notar que Jesus é cada vez mais um conceito para dentro qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média, que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, subir o monte de Sião, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins, uma série de expressões que não fazem sentido algum. Mas os compositores estão acima da crítica, mesmo quando fazem coisas ridículas, como andar de quatro em público. E quem canta os tais corinhos se sente bem. E também não aceita correção. Quem tenta corrigi-los em suas heresias e tolices é vaidoso, carnal, fossilizado, etc. O que vale não é se o que se canta é certo, mas se faz bem. As pessoas querem se sentir bem e ter alguma experiência. O conteúdo do que se canta é irrelevante. Sendo honesto: não agüento mais cantar corinhos! Chamem-me de vaidoso ou pernóstico, que não fará diferença, mas a maior parte dos corinhos, mesmo que na nova semântica se chamem pomposamente de louvor, é uma ofensa a quem sabe ler e interpretar um texto e tem uma noção mínima de conteúdo da Bíblia.
“Eu tenho a força”, bradava He-Man. Uma força mística, não divina, mas uma energia cósmica. Parece-me que é essa força espiritual que as pessoas buscam. Eles não querem aprofundamento no evangelho nem estudar a Bíblia. Eles querem sensações e experimentar uma força. O evangelho está se diluindo no esoterismo que grassa no mundo atual.
Esta é uma palavra especial aos pastores e ministros de música, que julgo eu, são as pessoas mais responsáveis pelo que acontece e que podem mudar a situação. Quero alinhavar algumas sugestões e lhes peço, respeitosamente, que pensem nelas.
1. FUJAM DO COPISMO
Chacrinha dizia que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. No cenário evangélico também. Há uma usina produtora de corinhos, de forma comercial, que massifica nossas igrejas. Nossos jovens cantam as mesmas coisas vazias em todos os lugares. Em várias igrejas se vê a mesma deselegância de adolescentes robustas, saltitando, num monte de véus, no que pretende ser uma coreografia, mas que mostra gestos descoordenados e deselegantes. Chega a ser triste de ver as pessoas saltitando sem habilidade e com uns gestos que nada têm a ver com o ritmo da música. E a gente fica sem saber o que fazer: se olha as jovens pulando, se pensa no que está cantando, se nota as figuras do multimídia, ou os erros de português das letras, ou ainda o embevecimento do chamado “grupo de louvor”, que volta atrás, repete uma estrofe (quando há estrofe), tremelica a voz, faz ar de quem está sentindo dor. Mas é o padrão na maior parte das igrejas. Parece um shiboleth. Quem não faz assim corre risco de ser execrado. Porque os detentores da verdade litúrgica inovadora são fundamentalistas: fora do modelo deles não há louvor nem espiritualidade. Mas eu pergunto: é preciso fazer tudo igual? Convencionou- se que sim, porque ser antiquado é uma ofensa inominável. E para alguns, fora do padrão corinhos e danças tudo é velharia e não há espiritualidade.
Se você é líder e não concorda, diga que não concorda. Não ceda por medo. Há pastores que têm medo de perder o pastorado e cedem a direção do culto aos jovens. Eles cantam, cantam, e depois se sentam e se desligam do resto da atividade, quando não saem do templo. Há um descompasso entre o que se cantou e o que se prega. Porque se canta um evangelho muito diluído. Há pastores que têm medo de perder o rebanho, massificado por este padrão, e o usam. Tenho ido a igrejas em que pastores ficam alheios aos corinhos (recuso-me a chamá-los de “louvor”), mas dizem-me candidamente: “Eu não gosto, mas o pessoal gosta”. Ele deixa de ser o orientador do povo e passa a ser um garçom que serve o que o povo gosta. Ministro de música também age assim. E também está errado. Se estudou música e passou por um seminário deve ter uma proposta de liturgia menos medíocre e que atenda a todas as faixas etárias da igreja. É sua responsabilidade. Nossos cultos estão sendo empobrecidos pelos corinhos. A música é de baixa qualidade e as letras são aguadas. Os corinhos são cada vez mais efêmeros. Ministro de música, não copie a pobreza musical e intelectual dos corinhos. Pensar não é pecado. E ser inteligente também não é. Se os “levitas” podem discordar dos que chamam depreciativamente de “conservadores”, por que nós, conservadores, não podemos discordar dos “mediocrizadores” da música evangélica?
2. O QUE A BÍBLIA DIZ?
Tudo na igreja deve ser submetido ao crivo da Bíblia, inclusive o que se canta. Os compositores não estão escrevendo uma nova revelação e estão sujeitos ao crivo da Bíblia. Devem ser humildes e não pensarem de si como oráculos de Iahweh. Quem queira subir o monte santo de Sião deve ler Hebreus 12.22-29 e ver que ele é um símbolo do evangelho, da igreja de Deus, e que cada crente já está nele. O monte Sião não tem nada para nós. Quem queira subir acima dos querubins deve ler Isaías 14 e verificar que alguém quis fazer isto no passado e foi expulso do céu. Quem cante “Quero ver a tua face, quero te tocar”, deve se lembrar que Deus disse a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êx 33.20).
As primeiras declarações de fé da igreja foram expressas em cânticos. Muitas afirmações litúrgicas do Novo Testamento foram expressões teológicas que firmaram os cristãos. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. São cânticos que ficam na mente e muita gente está subindo o monte porque canta isto. A igreja precisa cantar sua fé e sua fé está na Bíblia. Toda letra de cântico deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente nem se o que ela canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia.
O conteúdo do evangelho foi muito definido: Cristo crucificado. Mas pouco se cantam Cristo e a sua cruz. Precisamos cantar o ensino da Bíblia. “Doce canto vem no ar com a primavera, Flores lindas vão chegar com a primavera, Lírios, dálias e alecrins, Violetas e jasmins, O sol vai brilhar, passarinhos vão cantar, Com a primavera”. O que isto tem a ver com Cristo, com a salvação, com a segurança dos salvos?
Temos abandonado a Bíblia como fonte de doutrina, trocando-a por revelações e sonhos de gurus. Temo-la abandonado como inspiradora de modelo gerencial para a igreja, assumindo padrões de administração humana. Muita pregação, mesmo com ela sendo lido, é apenas emissão de conceitos culturais, e sendo ela mero pretexto para o discurso. E temo-la deixado de lado como balizadora do que cantamos. A função do cântico não é distrair as pessoas nem fazê-las sentir-se bem no culto, mas ensinar as grandes verdades de Deus. O culto deve ser doutrinador, sim. Preguei num congresso de jovens em Manaus, e deselegantemente, o dirigente tomou a palavra após minha fala e disse: “Não me interesso por doutrina, e sim por Jesus”. Pedi o microfone de volta e fiz uma pergunta: “Sem doutrina, que Jesus você tem?”.
Com nossos cânticos atuais, não temos Jesus. Em muitos deles temos um espírito de grupo, uma cultura grupal ou um Espírito que mais se parece com a Força de He-Man que com o Espírito Santo. É preciso subordinar tudo ao crivo da Bíblia. O evangelho está se tornando cada vez menos bíblico e mais sentimental. Porque está faltando Bíblia.
3. NÃO DESPREZE SUA HERANÇA TEOLÓGICA E LITÚRGICA
O terceiro aspecto que abordo é este: não despreze sua herança teológica e litúrgica. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Mas há uma tradição que enriquece e que dá balizamento. O evangelho não começou agora. A igreja não surgiu há alguns poucos anos. Os momentos de louvor e adoração não foram criados agora. Muitos deles, no passado, deixaram marcas profundas de avivamentos que impactaram a sociedade.
Até agora caí de tacape e borduna nos corinhos, sem abrir espaço para reconhecer que alguns sejam bons. Foi de propósito. Creio que consegui um pouco de atenção. Creio que há cânticos bons e que trazem conceitos espirituais seguros. São coerentes, biblicamente falando. E respeitam a herança teológica do protestantismo. Porque este critério também tem valor: os cânticos estão reafirmando nossa fé ou modificando a nossa fé? Infelizmente, a maioria me deixa desconfortado: não os canto porque não expressam minha fé, a fé em que fui criado, a “bendita fé de nossos pais”, como diz um hino.
Nós temos um passado e não podemos fugir dele. A ignorância do passado leva a cometer os mesmos erros cometidos. Houve uma longa luta para firmar o cânon do Novo Testamento, e precisamos lembrar que é ele que interpreta o Antigo. Muita gente tem cantado o Antigo Testamento, mas nós somos cristãos. Nós cantamos a fé em Cristo. Se o Antigo Testamento é pregado, deve ser interpretado pelo Novo. Se o Antigo é cantado, deve ser interpretado pelo Novo. Estão querendo rejudaizar o evangelho, questão que a igreja já resolvera em Atos 15 e contra a qual Paulo escreveu a sua mais dura carta, a epístola aos gálatas. Somos filhos do Novo Testamento, e não do Antigo. Somos filhos dos evangelhos e das epístolas, e não de Salmos, embora Jesus os usasse. Mas seu próprio jeito de usar os salmos nos orienta: ele os reinterpretou em sua pessoa. Cantemos Jesus, cantemos a fé cristã e não meras sensações, cantemos a cruz, o túmulo vazio, o perdão dos pecados. Cantemos a Igreja, e não Israel. Somos cristãos e não judeus. Cantemos que “a cruz ainda firme está e para sempre ficará”.
Somos salvos pela graça por meio da fé em Cristo. Não somos salvos pelo Espírito Santo nem por uma experiência litúrgica. O Espírito é uma pessoa e não sensações: “O Espírito Santo se move em você com gemidos inexprimíveis” é algo sem sentido. Ele geme por nós, em oração, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Mas não se move dentro de nós, com gemidos. O ponto central do evangelho é Cristo e sua cruz. Este é nosso tesouro teológico, herança à qual devemos nos agarrar. Qualquer cântico que deslustre isto, que diminua Jesus, que esmaeça a cruz, é blasfêmia. Não quero cânticos de auto-ajuda. Quero Jesus e sua cruz. Quem tem Jesus não precisa de muletas emocionais. Quero cânticos bíblicos, de acordo com a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3).
CONCLUSÃO
Sei que foi uma palestra dura. Não vou me desculpar porque o que eu disse é o que eu creio. Sim, estou cansado da ditadura litúrgica que me parece associada a um fundamentalismo: só nós sabemos o que é espiritual e vocês estão fora, são do passado, são frios, são formais. Eu me recuso a cantar bobagens com roupagem espiritual. E desafio vocês a restaurarem a liturgia com conteúdo, com ensino. Desafio-os a não cederem à força da pobreza litúrgica que nos avassala.
Há algo mais comovente e com mais conteúdo que “Castelo Forte”, “Aleluia”, “Amazing Grace”? Por que a ditadura dos corinhos? Por que, no natal, sou obrigado a cantar que quero voar nas asas do Espírito? Que os compositores de corinhos componham música de boa qualidade com letras de conteúdo, e ajustada às épocas, também. Os corinhos são monocromáticos. Dizem sempre a mesma coisa. Nunca ouvi um exortando à confissão de pecados, falando do natal, da dedicação de crianças, da semana da paixão, de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. Tudo é igual: louvar, adorar, contemplar, sentir-se bem. Não permitam a monocromia, que é sinal de pobreza.
Escrevi, tempos atrás, um artigo intitulado “Quero uma igreja velha”. Esta palestra é um desabafo e um pedido de ajuda: “Socorro, quero um culto velho”. Com a Bíblia exposta, com solenidade, com cânticos com nexo, com os grandes hinos de nossa fé, com Cristo e sua cruz brilhando. Sim, estou cansado da liturgia atual, que é pobre e alienante.
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Encontro de Músicos, na PIB de Manaus.
Deus nos abençoe e use!
Dc. Henri - Membro da OBBH.
Assinar:
Postagens (Atom)