sexta-feira, 10 de agosto de 2012

RESPLANDECENDO!

                                                  RESPLANDECENDO

Quanto Deus tem-nos proporcionado para servi-lO bem!
Enquanto isso fico aqui como se nada disso fosse comigo.
Se alguém age assim é preciso modificar o pensamento,
Perceber que pode ser útil e não apenas um ser omisso...

A ordem é brilhar, Ele manda, resplandecer.
Mas é preciso que se tenha, então, a Boa Luz.
E para ser fiel, e feliz, tão bem obedecer,
É preciso ser transformado por Cristo Jesus!

Quanto tempo ainda passará, eu prostrado pasmo,
Continuarei apenas vivendo sem ter a compaixão?
Como posso deixar a vida indo à toa, no marasmo,
Enquanto tantos perecem na grande escuridão?

Saber do Amor que num dia assim fui alcançado.
E perceber que não há nada que dEle me afaste.
Confiado e crendo na Palavra que Ele tem mostrado.
Brilhando nEle, pra que minha vida, em Cristo gaste. 

Henri - Membro da SIB Magé - RJ.
Membro da ABACLASS - ASSOCIAÇÃO BATISTA CLÁSSICA DO BRASIL.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ERROS IMPERDOÁVEIS DO APÓSTOLO PAULO!


Percebemos muitos erros e citaremos alguns poucos por enquanto.

Muitos outros erros podem ser encontrados se pegarmos a Bíblia para conferir o que ele escreveu...

O Apóstolo Paulo errou feio quando deixou sem orientação correta em suas cartas sobre o melhor desempenho do grupo de coreografia, informando quais os momentos, onde poderiam atuar e quantas pessoas poderiam participar do grupo!

E o Apóstolo que mais escreveu cartas no Novo Testamento e orientou a Igreja, jamais poderia ter sido relapso com esse assunto importantíssimo!

Ele escreveu tantas outras coisas sem tamanha importância, ou pelo menos que muitas igrejas não consideram importantes, ocupando as páginas da Bíblia com essas coisas, enquanto poderia ter gasto melhor o seu tempo com orientações mais específicas sobre coreografia e dança.

O Apóstolo Paulo ficou perdendo o tempo dele e o nosso com bobagens qual a valorização de um Evangelho, dizendo que “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”. Ele não considerou que não teríamos mais nenhuma preocupação tola com esse assunto sobre salvação ou perdição, porque isso não faz mais parte dos nossos propósitos atuais, porque o que queremos é o aumento dos membros e das finanças.

Além do mais, quem é que está se importando com esse assunto?

Esse assunto muito nos atrapalha, porque ninguém mais quer ser confrontado com o pecado e suas consequências.

E esse tipo de coisa, falar sobre pecado constrange e acaba afastando as criaturas de dentro das igrejas. E sem elas não conseguiremos executar os nossos planos e atingir as nossas metas de crescimento e podermos demonstrar o poder político diante dos candidatos que terão de nos oferecer algumas coisas em troca se quiserem nossos votos.

O Apóstolo Paulo errou ao não evidenciar e orientar sobre o “ministério profético de dança” e suas funções! E sem esse ministério importantíssimo, como é que poderíamos atrair as pessoas para os “shows gospel”, proporcionando as vendas de Cds, DVDs, camisas, bonés, fitas adesivas e outras quinquilharias?

Está nessa falta de orientação do Apóstolo Paulo uma prova da falta de capacidade de avaliação e fé para com a igreja do futuro. Ele não foi capaz de projetar isso para aquelas igrejas. Não tinha conhecimento do plano de crescimento para as igrejas com o projeto de dez anos.

Errou ainda por evidenciar a possibilidade de alguém pregar outro evangelho!

Esse erro é considerado hoje como um dos mais grotescos do Apóstolo Paulo.

Como os espertalhões farão para enganar os desatentos ou aqueles que desejam as práticas carnais participando de uma igreja, se não for com um evangelho falso, com fábulas, visões e outras coisas que cativem as pessoas?

O antiquado Apóstolo Paulo também errou ao cantar um hino, ao invés de cantar uma coisa qualquer que servisse para sacudir os ossos e animar a galera na hora do “momento de louvor”.

O Apóstolo Paulo perdeu o seu tempo enquanto poderia deixar algo para os jovens, além de orientar mal os jovens, impedindo-os de aproveitar a sua sexualidade, que é algo normal entre os jovens.

Disse um monte de bobagens sem entender nada sobre psicologia e necessidades natas do ser humano.

Parece que faltou visão ao Apóstolo Paulo para que visse além do seu tempo, além das suas convicções pessoais, para que deixasse de ser presunçoso, com uma mente fechada e retrógrada!

O cara (Apóstolo Paulo) não orientou direito Timóteo para que ele fizesse um projeto de crescimento da igreja de maneira que alcançasse os dez mil membros, sem que permitisse que as várias congregações se tornassem igrejas independentes para não dividir as finanças.

O Apóstolo Paulo deveria escrever coisas que animassem as mulheres para que assumissem o pastorado de uma igreja e que deixassem os gregos praticarem seus costumes de ensinar os meninos, recebendo deles o pagamento que estavam acostumados a receber como mestres, que era o “carinho” dos meninos.

E o que tinha esse Paulo com a vida sexual do camarada que dormia com a sua madrasta? Preconceituoso demais ele foi meter-se numa situação que não tem nada a ver com a igreja por ser um problema do lar e do pai com a madrasta.

Ele queria se meter em tudo.

Convencido e inconveniente esse Paulo que se dizia ser Apóstolo!

E nem era tanta coisa assim porque o Apóstolo Paulo não conseguia apresentar qualquer sinal de prosperidade. Não tinha nem uma carruagem e quando não conseguia algumas esmolas tinha de trabalhar, demonstrando assim a completa falta de conhecimento em como convencer os outros a investirem o seu tudo receber em dobro ou sete vezes mais...

Já naquela época ele era deixado de lado. Por que iríamos dar crédito ao que ele escreveu? Só porque está na Bíblia?

Qualquer um poderia escrever e arrumar um jeito de fazer constar na Bíblia naquela época. E ele escreveu umas cartinhas medíocres para amedrontar algumas igrejas e aqueles que não conheciam o poder da mente e a força do pensamento positivo, uns poucos que eram pobres coitados!

E aquelas igrejinhas conduzidas pelo Apóstolo Paulo (talvez já cantassem felizes “somos um pequeno povo mui feliz...”), sem saber dos excelentes métodos de crescimento de igrejas (pobres gentes infelizes),ficavam esperando que as pessoas aparecessem do nada, apenas com o testemunho ridículo quando eram jogados às feras ou queimadas vivas.

Para que tanto sacrifício se poderiam viver muito mais tranquilos e crescerem através de uma boa estratégia de marketing, tomando posse do que era deles porque eram príncipes e princesas, cabeças e jamais caudas?!

Que evidência da manifestação espiritual o Apóstolo Paulo demonstrava diante dos fracos ensinos que apresentou? Se ele convocasse o povo para uma "marcha" poderíamos até aceitar. Mas determinar que se fizesse culto racional, sem um bom barulho e liberdade para darmos uns bons pulos e os brados de vitória, nem pensar! Por isso precisamos de novos após-tolos que nos orientem...

Talvez seja por isso que encontramos alguns nesse nosso tempo se dizem e são considerados apóstolos em algumas igrejas enormes; eles devem ter recebido uma visão de algum anjo para corrigir tamanho equívoco provocado pela displicência do Apóstolo Paulo.

Consideram, por certo, que o tal Apóstolo Paulo verdadeiramente caiu do cavalo pouco antes de morrer, porque estava tonto com tantas exortações sem sentido. E talvez até reescrevam as cartas que o Apóstolo Paulo escreveu, corrigindo os erros que ele cometeu...

Ainda há muitos erros que podem ser apontados por aqueles que querem acabar com a Igreja e serem usados pelo inimigo da Igreja para que a Igreja deixe de cumprir o propósito para o qual existe.

Se a liderança da Igreja que você é membro está pensando assim é hora de agir e mostrar o erro enquanto é tempo. Reúna-se com outros membros para conversar e agir, senão vocês experimentarão o que significa “uma abismo chama outro abismo!”.

*Revisão do texto escrito em Agosto de 2009.
Dc. Henri - Membro da SIB Magé - RJ.
henri1batista@uol.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Atitudes abençoadas!


Manifesto dos Pastores Batistas Clássicos

MANIFESTO DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS

No último sábado, dia 26 de maio de 2012 foi organizada a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL - OPBCB. A reunião ocorreu nas dependências da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil. O encontro, além de criar a organização, gerou um manifesto, o qual transcrevemos a seguir, autorizando toda a mídia interessada a publicar o texto para o conhecimento da coletividade evangélica:

Há menos de cinqüenta anos havia um jeito próprio de ser batista. Na ortodoxia doutrinária tínhamos uma mesma hermenêutica para a interpretação bíblica. Havia seminários credenciados no preparo de pastores. Havia editoras confiáveis para a aquisição de literatura teológica de alto nível. Havia confissão doutrinária nas instituições de ensino teológico. Não havia discussão pneumatológica. Éramos todos conservadores: não aceitávamos o falar em línguas estranhas como dom atual do Espírito Santo, não tínhamos curandeiros na prática de supostas curas, não admitíamos profecias ou revelações extra-bíblicas e não possuíamos pastoras ou apóstolos no rol de obreiros eclesiásticos.
A liturgia de culto era do tipo reformada. O púlpito ficava no centro das atenções, pois a pregação bíblica tinha importância crucial. A música era religiosa, era sacra, direcionava a igreja no ato da adoração, transmitia mensagens cantadas e apelava evangelisticamente ao pecador inconverso. Não havia “números especiais”, mas “participações no culto”. Não havia “equipes de louvor”, mas músicos, cantores, orquestra, coro e instrumentistas. Os oficiais mantinham reverência, uma postura de formalidade sagrada, apresentando-se bem trajados, pois compreendiam estar realizando algo sublime.
Os pregadores buscavam a excelência, numa linguagem sadia e rica, numa prédica bem lógica e num sermão bem formatado, pois criam estar formando opiniões e entendiam que seus auditórios eram compostos de pessoas inteligentes e sensatas, que cresceriam na cultura e no conhecimento bíblico.
As relações entre igrejas eram de, no mínimo, entre “co-irmãs”, isto é, que tivessem o máximo de pontos de igualdade e o mínimo de divergências. Assim, era comum o intercâmbio entre igrejas batistas, às vezes entre batistas e protestantes, mormente presbiterianos, mas praticamente nunca com igrejas pentecostais.
Os ritos de oração eram ordeiros: alguém orava e outros acompanhavam com “amém” intercalado, ou diziam pequenas frases baixas, para não atrapalhar nem quem orava e nem o auditório. Os crentes possuíam ética comportamental por onde iam: não participavam de danças ou bailes, suas filhas não celebravam aniversários de quinze anos em programação idêntica a das debutantes seculares, não iam a cinemas e teatros com programa e auditório indecentes, não bebiam nem em casa e nem socialmente, não falavam palavrões, não contavam piadas chulas, não participavam de arruaças, não compartilhavam de cultos ecumênicos, não assistiam novelas imorais.
Os pastores tinham postura diferenciada na sociedade: não faziam dívidas que não pudessem pagar; andavam decentemente trajados e não participavam de diversões que colocassem em risco sua postura sóbria e solene de ser; eram hospitaleiros e queridos; buscavam aprimorar sua cultura; tinham sólida formação teológica e sabiam defender a sua fé; eram leais no matrimônio, cordatos nas relações, graves em suas colocações; não compactuavam com os pecados do rebanho, mas disciplinavam com coragem e determinação; não pregavam auto-ajuda, mas anunciavam o “assim diz o Senhor”.
Pastores batistas não participavam de organizações pentecostais, não aceitavam ceder a fé em prol do convívio pacífico com outros cristãos. Eram leitores contumazes, eram mestres do bem, eram elegantes em suas colocações, eram destacados na sociedade.
A Ordem dos Pastores funcionava como um centro de reciclagem teológica, de recuperação espiritual, de convívio com os pares e de referência para o ministério. Seus encontros eram todos considerados solenes, não havendo espaço para transformá-los em meras reuniões informais de amigos. Tudo era visto com extrema importância e valor.
Mas meio século se passou. O tempo trouxe mudanças radicais na sociedade, nas regras sociais, e, para surpresa e decepção nossas, nas igrejas e na postura pastoral dos batistas.
A hermenêutica tornou-se de múltipla escolha. Hoje a filosofia que impera na interpretação bíblica é a relativista: o que vale para uma igreja, ministério, pastor, época ou situação podem variar inesgotavelmente. Cada um interpreta a bíblia a seu bel-prazer.
Não há mais um seminário ou uma rede de seminários dignos para preparar os pastores; hoje qualquer um busca preparo onde desejar, independentemente da confissão de fé que a instituição tenha. Assim, há pastores formados em instituições pentecostais, ecumênicas, fundamentalistas, protestantes e batistas liberais. A literatura evangélica consultiva tornou-se extensa e comercial. A cada mês surgem novas versões bíblicas, novas teorias da Alta Crítica, novas filosofias de ministério, novas propostas de crescimento de igreja, novos sistemas mirabolantes de revolução eclesiástica, e nossos obreiros, seduzidos pelo crescimento rápido, fácil e abundante, cedem ao canto da sereia e à lábia da serpente.
Hoje é “pecado” dizer-se cessacionista. Mais da metade dos pastores batistas crêem em manifestações pentecostais, ainda que veladas, ainda que não confessadamente como sinais do Batismo do Espírito Santo. Outros, muito mais ousados, transformaram suas igrejas em autênticas agências neopentecostais, com cópias malfeitas do sistema dessas seitas: noite dos empresários, sessão de descarrego, quebra de maldições etc.
Há igrejas batistas com ações tão pentecostais que chegam a assustar os próprios membros de igrejas carismáticas. Há pastores que procuram “açucarar” a questão pentecostal, tolerando quem faz suas investidas em casa ou em reuniões de grupos pequenos, sem causar tumulto no ato público geral. Outros tentam conciliar o irreconciliável, tecendo longos discursos inócuos que não dizem absolutamente nada. Há ainda os que se sentem tão doutos, tão gabaritados nas línguas mortas que crêem ser os próprios oráculos da fé, aptos para interpretar a pneumatologia à luz de sua própria auto-suficiência.
O púlpito foi para o canto ou transformou-se em apetrecho desnecessário. A plataforma das igrejas transformou-se em palco para shows. Normalmente os instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos e outros elementos de mídia ocupam todo o espaço. Não há diferença dos palcos de programas televisivos. Geralmente, o pastor é o animador de auditório. Há os dançarinos, que ocupam a parte de baixo, rapazes e moças, com roupas de balé ou de candomblé (esvoaçantes e de tecidos soltos) fazendo coreografias de acordo com o ritmo, com o tema ou com o momento vivido no culto.
Os músicos seguem a moda: ou tocando rock ou músicas chamadas de “comunidade, louvor e adoração” ou emotivas como as dos mantras da Lagoinha. Geralmente há as “ministrações” que são simulacros de manifestações pneumatológicas, onde os dirigentes dizem receber mensagens, falando “assim diz o Senhor”. Há também aqueles “ministradores de louvor” que fazem pequenos sermões entre músicas, ocupando praticamente o culto todo. Na hora do sermão do pastor não há mais o que pregar ou não há mais tempo ou não há mais paciência para ouvi-lo. Na verdade diluiu-se o púlpito em cápsulas de nada.
Hoje se paga para alguém louvar a Deus. Convidam-se grupos de sucesso, cantores de mídia ou “testemunhadores” profissionais que consigam atrair grande público, aos quais se paga um bom cachê, além de dividir a oferta da noite; práticas essas neopentecostais declaradas, que se transformaram em praxe moderna de cultos protestantes.
Os pregadores perderam a homilética, transformando-a em prática de palestras seculares de auto-ajuda. Não há mais diferença entre prédica, sermão, oratória sacra e palestra de auto-ajuda. A tecnologia, que deveria ser apetrecho para auxiliar os palestrantes, tornou-se moda e muleta, pois os pregadores modernos não sobem ao púlpito sem um notebook e uma tela para datashow. Seus sermões estão cheios de cliparts, de powerpoints, de músicas de Yanni ao fundo, um misto de paganismo com palestra empresarial. E os seus temas? “Matando sete leões por dia”, “como vencer as barreiras”, “a arte de transformar derrotas em vitórias” etc. Geralmente, seus compêndios preparatórios são as publicações da internet, são os ícones da mídia evangélica que publicam em pequenas quantidades as suas adaptações do que aprendem em palestras de hotéis e cursos de vendas. Há pastores que se limitam a comentar as manchetes dos jornais do dia ou ler as orelhas dos últimos livros da editora preferida ou então tecem críticas sobre política, novelas, esportes ou ainda sobre eventos denominacionais. Falar sobre Céu, Inferno, salvação, perdição, moral, espiritualidade, ética, tudo isso fica para alguma resenha no boletim ou algum suposto curso teológico para leigos, que geralmente não passa de um livreto americano mal traduzido e mal aplicado. Resultado: igrejas às vezes até cheias, porém fracas, sem bíblia, sem doutrina, sem espiritualidade.
A linguagem no púlpito tornou-se também coloquial. No afã de transformar a prédica em algo inteligível para todos, ousou-se mudar também a língua, rebaixando-a ao seu mais ínfimo nível. Assim, não é raro ouvir palavrões na pregação. Palavras feias, chulas, frases de mídia, chavões, português mal aplicado, tudo ao gosto da modernidade. Assim como a mídia faz questão de trazer a linguagem dos antros e dos redutos da imoralidade para a tela e para os lares, os púlpitos refletem também a mesma pobreza, mau gosto e qualidade: púlpitos feios, chulos e pecaminosos.
As igrejas batistas passaram a não se distinguir mais em seus distintivos. Assim, intercambiar ou fazer coisas com igrejas de qualquer fé e ordem transformou-se em algo normal. Já é possível ver vigílias entre igrejas batistas, pentecostais e neopentecostais. É comum ver igrejas batistas e igrejas católicas realizando atos sociais e cultos ecumênicos. Tornou-se prática habitual a realização de “marchas para Jesus” ou “louvorzões” ou “congressos”, com “ministrações” pentecostais em seu bojo. Pastores batistas, inclusive pessoas da diretoria da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e das convenções brasileira e estaduais, participam de organizações de pastores ecumênicos, onde seus presidentes são “apóstolos” ou “bispos”, sem o menor constrangimento. Numa convenção estadual, o seu executivo é tesoureiro de uma organização ecumênica de pastores. Com efeito, os limites do aceitável e do não recomendável transformaram-se em nada!
O ministério pastoral batista transformou-se de forma aviltante. Hoje nós já temos apóstolos. Sim. O que era considerado heresia há cinqüenta anos (era consenso geral que apóstolos foram as testemunhas oculares do ministério de Jesus, incluindo sua morte e ressurreição e estava restrito aos doze, ou, quando muito, ao grupo próximo dos doze), hoje transformou-se, pela atual ciência da má interpretação bíblica, uma “opção ministerial”, uma “restauração do ministério cristão”. Tomou-se o termo, deu-se a tradução e aplicou-se de forma contemporânea a sua eficácia. Então, temos hoje, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, os primeiros apóstolos batistas convencionais.
Não diferindo na má interpretação hermenêutica, temos atualmente pastoras. Mulheres, que antes serviam a Deus nas qualificações e ministérios bíblicos claros e definidos, agora invadiram o pastorado também. Claro, sob a ótica e a égide dos tempos modernos, das supostas “conquistas”, as mulheres precisavam tomar também esse “reduto machista”, que é o ministério pastoral. Já temos mais de duzentas pastoras batistas convencionais. Os seminários batistas não apenas aceitam a realidade como já mantém cursos específicos para suprir essa “demanda eclesiástica”. Há cinqüenta anos isso era impensável, porém hoje se considera “pecado” e “opinião politicamente incorreta” ser contra o pastorado feminino. Nossas instituições cooperativas posicionam-se cada vez mais favoráveis. E os pastores que mantém sua fé cristã batista ortodoxa são cada dia mais execrados, sem espaço, sem opinião, fadados e relegados ao ostracismo e à marginalidade funcional.
Com tudo isso, a nova moralidade também tomou conta de nossas igrejas. Não há mais limite entre o sacro e o profano. Hoje há bailes dentro das igrejas. Há festas de fantasias. Há “baladas”. Casamentos há que terminam seus festejos com verdadeiras discotecas nos salões sociais. A bebida alcoólica transformou-se em coisa comum. O sexo entre jovens e adolescentes agora é tolerado. Há igrejas distribuindo preservativos às uniões de jovens. Há acampamentos que terminam em bebedeira. Há igrejas batistas que participam do Carnaval com escolas de samba e com bailes de máscaras. Estamos numa situação tão ridícula que custa-nos a acreditar. Já há sex-shop gospel!
Junto a isto, soma-se o grave pecado dos “teólogos da corte”, frase cunhada por um padre católico ortodoxo. É a mistura entre a Igreja e o Estado, a troca de favores, o recebimento de terrenos do Estado para a construção de igrejas; os pastores a transformar seus púlpitos em plataformas políticas ou em trampolins para se lançarem candidatos a funções públicas, igrejas que se tornam meros centros de convivência social a serviço da política, congregações que recebem verbas do governo para realizar aquilo que deveriam fazer às suas próprias expensas. É o mesmo que aconteceu com Israel no passado, é o mesmo que aconteceu com a igreja romana e Constantino, e é o mesmo que acontece agora entre batistas e os partidos trabalhistas ou governamentais desta época. Religião e política misturadas.
A nossa Ordem de Pastores está realmente representando o ministério pastoral batista? Está ela contribuindo para a nossa edificação, reciclagem teológica, fundamentação bíblica e compartilhamento fraterno sadio? Ou estaremos nos tornando “peixes fora d’água” no meio de um oceano de novidades e de práticas incompatíveis com os ensinamentos bíblicos que recebemos e nos quais cremos?
A impressão que se tem é que temos que pedir desculpas aos colegas cada vez que nos afirmamos cessacionistas ou que não apoiamos o ministério pastoral feminino ou que não cremos em apóstolos modernos ou que não aceitamos sistemas mirabolantes de crescimento ou que divergimos de campanhas esdrúxulas de 40 dias, de 100 dias, de semanas ou de novenas.
Parece que é crime ser batista tradicional e clássico no meio dos colegas modernos, que são a vasta maioria. Somos considerados retrógrados, quadrados, ultrapassados, imbecis, xiitas, conservadores, fundamentalistas, reacionários, museus ambulantes, doentes mentais etc. Para um bom convívio, temos de dizer que “juntos somos mais” ou “minha vida, impacto para as nações”. Temos que receber os dvds das juntas missionárias cheias de coreografias e aceitar isso como bom. Temos que cantar a mesma música, rezar na mesma cartilha, praticar a mesma campanha, bajular os mesmos ícones, ler as mesmas aberrações, tudo em nome do “bom convívio e da harmonia”. E bem sabemos: não seremos convidados sequer para fazer uma oração silenciosa, uma vez que os cargos são marcados, numerados e direcionados a quem aglutina, a quem bajula, a quem aceita tudo.
Não foi isso que os saudosos pastores Salvador Farina Filho e Rubens Lopes, em São Paulo, e José de Souza Marques, na Bahia, pensaram, ao criarem as ordens de pastores batistas de São Paulo e do Brasil, respectivamente (1942 e 1940).
Sem nenhum cunho separatista ou de cisão pela cisão, queremos registrar o nosso protesto contra toda essa situação teratológica que vivemos neste início do século XXI e fazer uma proposta para ações concretas de retorno à sensatez, à sã doutrina e aos valores basilares de nossas instituições.
Nós protestamos.
Protestamos contra a dança e a coreografia no culto que prestamos a Deus e em nossas igrejas batistas. O culto que agrada a Deus não é estético, é espiritual; não é profano, é sacro; não é fundamentado na sociologia e na antropologia, mas na teologia.
Protestamos contra as igrejas batistas que transformaram suas plataformas de púlpito, obreiros e músicos em palcos para a realização de espetáculos! O culto não é show!
Protestamos contra aqueles que defendem os dons de sinais como contemporâneos às igrejas. Protestamos contra os atuais profetas de igreja, contra aqueles que dizem receber revelações extra-bíblicas, contra aqueles que dizem ter “ministrações” em português ou em línguas estranhas.
Protestamos contra a teologia da prosperidade, que invade a nossa teologia e os nossos cultos, escravizando o povo ao mero sucesso financeiro em detrimento da verdadeira riqueza celestial!
Protestamos contra as unções que inventaram para a atualidade! Nós não cremos – e desafiamos quem crê – a mostrar-nos nas Escrituras Sagradas as tais “unção de primogenitura”, “unção de conquista”, unção apostólica” ou quaisquer outras!
Protestamos contra a existência de apóstolos modernos, pois não houve nem sucessão nem restauração deste ministério. Eles, os bíblicos, foram suficientes e foram escolhidos por Cristo. Nós somos apenas auxiliares do Supremo Pastor, nada mais que isso. Não há mais apóstolos!
Protestamos contra sistemas de crescimento de igreja que tendem a transformá-las em fábrica de adeptos ou postos de venda de grandes indústrias religiosas. Protestamos contra esquemas mirabolantes de ampliação e de modificação de igrejas, à luz de supostos líderes evangélicos que mantém fé dúbia e pouco ortodoxa! Protestamos contra G12, M12, contra Igrejas Com Propósitos ou qualquer outro sistema que queira impor uma eclesiologia diferente a uma igreja batista!
Protestamos contra o pastorado feminino! Mulheres e homens são iguais perante Deus; mulheres e homens têm livre acesso ao Senhor. Mas mulheres têm funções diferentes das dos homens e nas páginas da bíblia não foi confiado às mulheres o ministério pastoral. Isto não as desmerece diante dos homens. Deus nos criou com ministérios diferentes e nós ainda cremos na Bíblia sem precisar mudá-la, ampliá-la ou adaptá-la! Não reconhecemos o ministério pastoral feminino batista!
Cremos na Bíblia como única Palavra de Deus, inerrante, verdadeira, fiel, isenta de manchas ou erros. Nós cremos na Bíblia e só na Bíblia. Não precisamos de novos intérpretes, novas versões ou traduções contemporâneas para compreender qual é a Palavra de Deus revelada. Protestamos contra as versões modernas e adulteradoras da Palavra e não aceitamos a chamada re-leitura das Escrituras!
Protestamos contra o culto antropocêntrico, que faz do homem e de suas necessidades a razão de ser das atividades eclesiásticas e religiosas. Protestamos também contra todo culto que não seja direcionado a Deus! Protestamos contra o culto que exalta o homem e que busca a glória humana!
Rejeitamos o ecumenismo e não admitimos uma fé misturada com paganismos, tradições, modismos e com opiniões meramente humanas. Protestamos contra igrejas batistas que perderam os seus distintivos, os seus princípios, as suas raízes e se tornaram meras agremiações liberais religiosas!
Protestamos contra as organizações eclesiásticas dominadoras, que querem transformar as igrejas em entidades dirigidas por uma convenção ou associação. Nós ainda cremos na autonomia das igrejas locais e na independência das igrejas! Cremos na cooperação dos batistas, mas não na intromissão das entidades na administração local. Protestamos contra a tendência atual de bispado e de sedes eclesiásticas para batistas!
Protestamos contra o modernismo religioso, contra o liberalismo teológico, contra o evolucionismo e neopentecostalismo que já encontramos em nossas literaturas batistas e em nossos seminários infiéis.
Sim. Somos protestantes.
E, à luz do nosso protesto, anunciamos aos colegas, aos pastores que ainda vêem com seriedade o ministério cristão batista: criamos uma nova ordem alternativa de pastores. Uma ordem baseada em nossa comunhão batista clássica, em nossas raízes e aspectos distintivos, em nossa comunhão cristã ortodoxa e sem liberalismo. Uma comunhão de pastores concordes, que pensam da mesma maneira, que lutam a mesma batalha, que possuem a mesma opinião. Uma ordem que nos dê um rumo, uma luz, um norte, que seja um referencial, que tenha a seriedade de assumir posições, que sirva de organização em nível geral de colegas de opiniões semelhantes. Que seja uma entidade com VEZ e VOZ, que expresse aquilo que muitos de nós gostaríamos de dizer mas que, infelizmente, nem sempre poderíamos ser ouvidos isoladamente. Uma ordem de pastores batistas clássicos, conservadores, tradicionais, bíblicos.
“Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?” Amós 3.3.
Esta ordem terá critérios claros para os seus membros. Os critérios seriam exatamente aqueles que foram foco do protesto que fizemos logo acima, fruto da observação de todas as coisas que nos causam tanto aborrecimento e perplexidade.
Esta ordem se transformará num autêntico “selo de qualidade de obreiro batista”. Quem for associado dela terá uma recomendação muito boa a seu respeito, pois seus membros serão reconhecidos como bem doutrinados, conhecedores da Palavra de Deus, de moral ilibada e de vida espiritual reconhecida. Assim eram os pastores da Ordem dos Pastores antigamente. A nossa carteirinha, à moda antiga, com páginas para carimbo.
Esta Ordem promoverá a comunhão entre os obreiros de mesma opinião. Tal comunhão seria conseguida através de correspondências, encontros, redes sociais, amizades verdadeiras, discipulados, “pastoreamento” entre os colegas, bem como o compartilhamento de experiências.
Também preparará novos obreiros. É bom que se diga que não é o seminário que faz o bom pastor. Muitos dos nossos pioneiros eram autodidatas, não fizeram cursos formais de teologia. Infelizmente, hoje há seminários que mais estragam os candidatos do que os preparam para o ministério. A nossa ordem poderá desenvolver o seu próprio preparo teológico para os seus obreiros, com seminário à distância, e/ou presencial, publicação e recomendação de boas literaturas teológicas para os seminaristas. No caso de concílios, poderemos ser consultados pelas igrejas dos colegas, para o exame dos mesmos e a sua recomendação ao ministério pastoral. Os nossos critérios serão claros e não políticos.
A nova Ordem poderá promover CONGRESSOS DE DOUTRINAS BATISTAS. Prepararemos um currículo e um curso apostilado de nossa Ordem, para que os colegas ensinem às igrejas as matérias concernentes ao assunto. Será uma excelente contribuição ao trabalho batista.
A nova Ordem poderá trazer à comunhão obreiros decepcionados com o sistema. Não somos os únicos. Somos apenas uma pequenina parcela de pastores que ficaram aquém da máquina denominacional. Há muitos colegas que não participam mais e não falam mais, pois divergem do que vem acontecendo. Tais colegas, ao tomar conhecimento de nossa agremiação, poderão motivar-se a cooperar, a contribuir, a participar e, assim, a acrescentar sua boa experiência a serviço de nosso ministério.
A nossa Ordem terá uma página na internet. Nessa página teremos tudo a nosso respeito: a nossa história, os nossos distintivos, a nossa agenda, os nossos associados, os nossos artigos, as nossas igrejas, as nossas propostas, as nossas opiniões, enfim, será uma autêntica SALA DE IMPRENSA ao grande público, mormente à denominação batista, que, queira ou não, terá que nos ouvir e terá que nos respeitar.
A nossa Ordem poderá editar lições bíblicas para a EBD e publicar livros sobre o ministério e ciências bíblicas. Seremos uma espécie de ressurreição da Casa Publicadora Baptista, com jornal e tudo. Por que não? Não foi com 16 hinos que Salomão Luiz Ginsburg começou um hinário chamado CANTOR CRISTÃO?
Nós, os pastores batistas concordes e convocados para esta momento, organizamos uma aliança de pastores, nos dizeres de José de Souza Marques em 1940 ou uma ordem de pastores batistas, nos dizeres de Salvador Farina Filho em 1942.
Trilharemos o caminho de volta aos valores antigos, às origens, às publicações clássicas antigas, ao procedimento pastoral bíblico e trabalharemos com afinco neste propósito, dando a nossa parcela de contribuição à denominação, num contraponto à situação terrível que o ministério pastoral batista se encontra.
Criamos a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL, mas poderemos estendê-la a todos os pastores batistas conservadores lusófonos pelo mundo. Nossa agremiação pode acolher outros colegas que assinem o mesmo manifesto e aceitem as mesmas condições e não se exige dos seus membros abdicação ou desfiliação da OPBB ou outras instituições afins.
Este é o nosso manifesto. Que Deus nos ajude!
Carapicuíba, São Paulo, Brasil, 26 de maio de 2012
Assinam este documento:
Pastor Wagner Antonio de Araújo
Pastor da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel, em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
bnovas@uol.com.br
Pastor Messias José dos Santos
Pastor da Primeira Igreja Batista em São José do Rio Pardo, São Paulo, Brasil
pr.messiassantos@gmail.com
Pastor Gilson Celestino dos Santos
Pastor da Primeira Igreja Batista Holística de Vila Formosa, São Paulo, Brasil
ibhvf@yahoo.com
Pastor Samuel Lima de Oliveira
Pastor da Primeira Igreja Batista em Jardim Fortaleza, Vargem Grande do Sul, São Paulo, Brasil
eunice_vgsul@hotmail.com
Pastor Marcos Gesiel Laurentino
Pastor da Igreja Batista Fundamental em Araguari, Minas Gerais
marcosgesiel@yahoo.com.br
Pastor Ibraulino Batista de Souza
Membro da Primeira Igreja Batista da Penha, São Paulo, Brasil
ibraulino@uol.com.br
Pastor Eliseu Lucas
Pastor da Missão Batista Raízes em Guaxupé, Minas Gerais,
congregação da
Primeira Igreja Batista em Mococa, São Paulo, Brasil
eliseulucas@gmail.com
Pastor Wilson Pereira Martins
Pastor da Igreja Batista do Bairro do Limão, São Paulo, Brasil
prwilsonmartins66@gmail.com
Pastor Aparecido Donizete Fernandes
Pastor da Igreja Batista Sinai, São Paulo, Brasil
pastorfernandes1@gmail.com
Aos pastores batistas interessados e a quem queira maiores informações:
E-mail da OPBCB: opbcb2012@gmail.com
Deus nos abençoe e use!
Henri - Membro da SIB Magé - RJ.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A fala da jumenta!

                                                       A fala da jumenta!

E, vendo a jumenta o anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.
Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?
E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria.
E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.
Então o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do SENHOR, que estava no caminho e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face. 
Números 22:27-31



Não é nada natural alguém que tenha inveja de uma jumenta. Até mesmo daquela jumenta que foi usada por Deus diante do profeta Balaão, que falou com ele enquanto estava sendo espancada porque não queira seguir o caminho, pois diante deles estava um anjo com a espada desembainhada.

Aquela jumenta ficou famosa, mas não se aproveitou da fama. Não temos notícia de que ela tenha sido convidada para palestrar, pregar, realizar profecias histéricas, servir como atrativo para encher espaço reservado aos cultos, etc...

Imagino que se os empresários gospels de hoje tivessem uma oportunidade especial dessas, por certo aproveitariam para arrancar dinheiro dos admiradores de jumentas falantes.

Hoje, fama e poder são marcas daqueles que se apresentam nas igrejas. Eles querem ser tratados pelos títulos que conseguem, alguns com o investimento da própria igreja através dos dízimos, e que do nada passam a considerar-se seres especiais que devem ser tratados como astros do mundo gospel.

Essa atitude ambicionada por muitos e alimentada por tantos outros acaba transformando o que deveria ser simples em algo muito complexo.

Enquanto somos todos qual aquela simples jumenta, alguns se consideram muito melhores do que os outros, sendo capazes de aceitar tratamento diferenciado e acima do que deve receber um servo.

Aquela jumenta carregava o profeta. Mas naquele momento o profeta se desviou da sua função por causa daquilo que poderia conseguir com sua atividade. Então, tornou-se pior do que a jumenta, pois sendo profeta não percebeu a ação do anjo que lhe esperava, obrigando a pobre jumenta realizar uma proeza que foi a de falar com o profeta alertando sobre o perigo de morte que estava iminente.

Quando aqueles que se preparam para atuar como profetas se deixam envolver com as coisas deste mundo, correm o risco de sofrer os perigos iminentes consequentes dos envolvimentos pecaminosos. E terão muita sorte se aparecer uma jumenta para lhes apontar o perigo.

A jumenta não foi feita para falar, mas para carregar. Ela carrega as coisas do profeta e o próprio profeta. No entanto, quando o profeta modifica a naturalidade das coisas, o incrível pode acontecer inclusive de o profeta carregar a jumenta falante!

Seria uma inversão de posições. E tal coisa tem acontecido porque os profetas têm invertido suas posições no Reino de Deus. Aqueles que deveriam aconselhar perseveram no erro, produzindo o mal nos seguidores que acabam ambicionando os erros do profeta também.

E uma das consequências negativas que temos percebido diante desta situação é a diminuição do tempo que o profeta tem tido para explanar a Palavra de Deus. Outra está no fato de todos acabarem se considerando profetas. Por isso, no momento de culto, aquele que vai fazer os avisos, prega; o que vai orar, prega; o que vai cantar, prega; o que vai levar um copo d’água, prega; o que vai apresentar o pregador, prega. E na hora do pregador pregar não há mais tempo para que a mensagem seja entregue de maneira decente, e ele não prega!

Precisamos ser qual a jumenta de Balaão. Mas não podemos ficar buscando a fama e as honras. Antes, precisamos nos colocar nos nossos lugares, sabendo que a importância está na Palavra de Deus. Tentar usar a Bíblia para atrair para nós os louvores é loucura tal que nem a jumenta ousou fazer.

Alguns jamais perderiam a oportunidade de encher o espaço físico do prédio,separado pela igreja para o culto, por uma jumenta falante. Mas isso tem acontecido nos nossos dias e as pessoas nem percebem que são jumentas falantes, considerando que sejam homens de Deus.
Falta percepção e correta valorização daquilo que tem valor. Mas os enganados permanecerão enganados enquanto estiverem prostrados diante das jumentas falantes, ouvindo as sandices agradáveis que as criaturas adoram ouvir.

Enquanto isso o poder de Deus, o Evangelho, deixa de ser anunciado, fazendo que o povo se sinta atraído pelos entretenimentos que deixa repleta a igreja, mas que não produz a transformação das criaturas em filhos de Deus. Assim, a igreja vai crescendo conforme os clubes crescem sem contribuir para o crescimento do Reino de Deus.

Alguns podem até ter muita admiração pelas jumentas falantes, mas precisam entender que nunca ouvirão das jumentas sobre o Poder de Deus que é o Evangelho, ouvirão apenas avisos esporádicos dos perigos que se apresentam, correndo ainda o risco de ouvirem coisas que a jumenta não disse ou entendendo diferente se ela disser.

Por isso existem muitos direcionando suas vidas e das igrejas de maneira equivocada, porque estão dando ouvidos às jumentas, enquanto deveriam conferir o que a Bíblia diz. Afinal, se temos como conferir na Palavra de Deus, por que abusaríamos da sorte, ouvindo as jumentas?!

É preciso que se levantem com urgência aqueles que podem falar como homens de Deus, principalmente diante das gritarias produzidas pelas jumentas deste século.

Henri - membro da SIB Magé.

sábado, 14 de abril de 2012

Prega a Palavra.


 Pregando ou cantando; qual mensagem nos exortaria?

 Quantos estão na Igreja de uma maneira equivocada?

 Querem cantar por cantar; qualquer coisa serviria!

 Base Bíblica não precisa, tem de ser muito animada.



 Assim menosprezada a Pura, Santa e Boa Lei

 De tudo vai-se cantando, daquilo que aparecer

 Do servo nem se fala; quero ser filho do Rei!

 O serviço é pro menor, e importante quero ser.



 E buscando alegrias, felicidade e vãos amores

 Não se encontra; nada daquilo bom que preencha

 Mais vazio, se esvaziando; enche-se, mas de dores

 Revolta-se; o que há não quero, quão dor intensa.



 Enquanto não se diz a pura e simples verdade

 Muitos enganando os enganados à perdição

 Que o final do caminho largo leva à impiedade

 Erram o Caminho puro perdendo a salvação.



 Quem do Amor Eterno pode assim retransmitir?

 Levar a tantos a Palavra digna de confiança,

 A vida feliz de quem pode cantar ao servir?

 Ao único que é Rei; a Jesus, nossa Esperança!


Henri - Membro da SIB Magé - RJ. FEV- 2010

Culto a Deus ou à criatura?

O culto não é repartido entre aqueles que gostam de hinos e cânticos. O culto é adoração a Deus. 

Depois que inventaram o "momento de louvor" para satisfazer os jovenzinhos (na idade cronológica e mental) deturparam o culto. A busca à satisfação das criaturas tem sido um dos problemas que as igrejas tem enfrentado. E isso tem seu começo com o equívoco na apresentação do Evangelho, tirando dessa apresentação a razão da necessidade do Evangelho que é o Pecado, a Justiça e o Juízo. E muitos estão tirando isso para evitar o confronto das criaturas com a exigência divina de reconhecimento do Pecado e consequente arrependimento para o perdão deste Pecado. 

Depois, as criaturas satisfeitas com aquilo que as igrejas oferecem, obrigam estas igrejas a continuarem oferecendo as bolotas que tanto trazem prazer às criaturas. E por isso aparecem as coreografias, danças, reuniões interativas cognominadas de culto com alusões aos momentos festivos naturais que as criaturas adoram, quais páscoa, natal, festas juninas e outras.

Depois desse tal "momento de louvor" algumas igrejas passaram a realizar o tal "culto jovem"!

Percebam que um abismo chama outros, podendo até mesmo não ser o primeiro reconhecido como abismo!

Sei que tenho sido insistente escrevendo aqui sobre isso. E permaneço ainda porque senti que Deus não quer que os abandone, afinal, pode ser que através das trocas de mensagens haja crescimento de ambas as partes.

Dizem e com razão que alguns hinos do Cantor Cristão foram melodias de sucesso na época em que foram escritos. E entendo tal coisa pelo fato de que não se precisava alcançar os povos. Mas a letra era algo muito diferente do que vemos hoje. E a repetição disso hoje não tem a mesma intenção, antes, trata-se de uma busca de sucesso, aproveitando o sucesso que a música usada alcançou. 

Percebam que naquela época não havia shows diante dos quais alguns enriquecem, inclusive com grande anúncio nas emissoras de televisão. Na realidade o que se deseja hoje é o dinheiro que se conseguir arrecadar e o poder que isso traz, mesmo em detrimento das almas que vão para o inferno. Então, não posso compactuar com isso, por isso continuo escrevendo.

Henri - Membro da SIB Magé - RJ.

sábado, 7 de abril de 2012

É sábado e Jesus está morto ainda.

É sábado e Jesus está morto ainda, mas em breve chegará o domingo, dia marcante nas vidas daqueles que Esperam em Deus!

E Deus ressuscitará a Jesus Cristo, o primeiro entre os mortos, a Quem seguiremos, todos quantos cremos nEle.

É sábado e o inferno está em festa. Mas não imaginam o que acontecerá no domingo. A marca entre a Lei e a Graça avança um dia! Tudo foi preparado para o dia seguinte. Satanás não conseguiria jamais imaginar tal coisa. E ainda hoje tenta reverter a situação, procurando enganar a muitos para que não percebam a maior coisa que lhes pode acontecer, pois a salvação é oferecida a todos e a tantos quantos queiram ser transformados pelo Poder de Deus em Seus filhos.

Não é possível que qualquer coisa, por maior felicidade que prometa, seja oferecida em troca pela Glória que nos está reservada. Nada se pode comparar com a Alegria daqueles que fomos transformados e aguardamos a nossa total transformação. Não precisamos de qualquer coisa que nos cause emoção, porque temos a maior emoção que alguém pode sentir. Nem precisamos de incentivo, porque a nossa Esperança é maior do que quaisquer incentivos. E não precisamos de coisas para nos envolver, porque o nosso envolvimento é com o Reino de Deus!

Por isso o nosso cantar é por causa do que temos e nunca para nos animar, porque fomos transformados pelo Poder do Evangelho e assim temos a verdadeira razão para cantar. O nosso falar é resultado do que lemos na Bíblia, a Palavra de Deus.

Lembramos sempre de que na aflição do sábado nos veio a Alegria do dia seguinte, pois no domingo Jesus ressuscitou!

Por mais que nos venham as aflições, temos em nossas mentes que há um dia no qual seremos transformados de maneira semelhante ao nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo. E para sempre com o nosso Pai viveremos.

Hoje é sábado , mas em breve, o domingo chegará!!!

"Canta a minh'alma, canta ao Senhor, rende-lhE sempre ardente louvor!"


Deus nos abençoe e use!
Henri - Membro da SIB Magé - RJ.