sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Atitude correta diante do perigo!


Atitude correta diante do perigo! 

Havia uma cidade com um rio caudaloso, onde muitas pessoas se divertiam. Uma imensa barreira estava rompendo-se e por causa disso a destruição devido a invasão das muitíssimas águas provocaria uma grande catástrofe.

A proposta mais eficaz foi a de espalhar pequenos barcos motorizados que pudessem buscar as pessoas, resgatando aos poucos,  pequenos  grupos  a  cada vez. Mas não haveria tempo para explicar minuciosamente o que estava acontecendo.

Uma sugestão foi dada, a qual cativou bastante gente. Alguém sugeriu que se enviasse um grande barco com muitíssimos lugares para abrigar todos dentro dele. E para atrair as pessoas, ofereceriam atrações especiais, de tal modo que todos desejassem entrar no grande barco.

Os responsáveis observaram a sugestão, consideraram a possibilidade, mas concluíram que depois que todos estivessem dentro do barco, por ser muito grande, a sua velocidade seria pequena demais e acabaria sendo envolvido pela força das águas, aumentando a catástrofe.

Então, partiram para o leito do grande rio. Centenas de pequenos botes motorizados, com capacidade para duas ou três pessoas foram ao encontro daqueles que estavam espalhados no rio. Não se conseguia ver a margem do outro lado. Assim, enquanto alguns botes seguiam em uma direção, outros seguiram para a proximidade da outra margem. Muitos ônibus foram deslocados para as margens, aguardando a chegada daqueles que viessem através dos botes.

Assim, foram chegando muitos.

Mas, para grande espanto dos operadores dos botes, havia muitos que não queriam deixar o que estavam fazendo. Eles diziam que poderiam esperar, porque o rompimento da barreira não provocaria a tragédia que lhes anunciavam. Estavam se divertindo muito e, mesmo com a insistência para que abandonassem tudo e entrassem nos botes, preferiram permanecer ali, pois não havia qualquer demonstração de perigo à vista.

Os responsáveis pelo salvamento ficaram sem saber o que fazer, porque não havia como resgatar à força aqueles que insistiam ficar no rio.

O tempo passava e não havia qualquer sintoma que demonstrasse o rompimento da barreira.

Diante disso, alguns que já estavam nos ônibus resolveram descer e retornar ao rio. 

Quando aqueles que estavam chegando nos botes viram os que voltavam, muitos deles resolveram voltar também.  A situação foi ficando crítica para os responsáveis em evacuar a cidade.

Diante disso, aqueles que tiveram a ideia inicial sobre o grande barco começaram a dizer que seria uma boa ideia, que atrairia muitos, inclusive os que estavam retornando. E não seria preciso dizer nada sobre o perigo, bastando oferecer atrações e o grande barco seria cheio por eles.

No desespero por causa da repercussão através da mídia, mesmo considerando que não daria tempo para salvar os que estivessem no barco, considerando que seria a única opção, cederam e permitiram que o barco fosse usado.

Adornaram o barco com belos adornos, colocaram excelente som, prepararam iguarias de tal forma que a mesa preparada oferecia excelente motivo visual, além de aroma especial e convidativo.  Tudo foi feito de maneira a cativar a todos para que entrassem no grande e belo barco.

Algum tempo depois, diante do grande barco, quase ninguém queria mais usar os pequenos e desconfortáveis botes.

Os responsáveis pela evacuação gostaram do efeito produzido, percebendo que não havia quase ninguém mais dentro do rio. Concluíram que o serviço estava realizado e descansaram daquela árdua missão.

Os passageiros do grande barco começaram a fazer uma grande festa. Até mesmo a tripulação participava com tranquilidade, porque o rio era tranquilo de se navegar e não havia qualquer aparência de que apareceriam dificuldades à navegação.  

Apesar dos tripulantes saberem da perigosa missão, observando a animação daqueles que chegaram sem saber do perigo que estavam correndo, inclusive sem saber que o grande barco havia sido disponibilizado somente por causa do grande risco que a cidade estava na iminência de sofrer, os tripulantes resolveram aproveitar a animação de todos e participar daquela grande festa imperdível.

O som alto, o vozerio da multidão, o resplendor do barco e a animação de todos, proporcionava uma segurança considerada inviolável. E assim o barco navegava calmamente sem que fosse abalado, no meio daquela imensidão de tranquilas águas.

Algumas horas haviam passado e, quando menos esperavam, as águas começaram a sacudir o grande barco. No primeiro momento sem atrapalhar a festa e as danças. Mas as águas foram aumentando de volume e de velocidade, começando a arrastar o barco em direção contrária. De repente, surgiu uma primeira onda com força ainda não vista, seguida de outras maiores até que, lá do alto, aqueles que haviam sido transportados para os montes perceberam o grande barco sendo completamente tomado pela força das águas, tendo sido arrastado de tal forma que não se conseguia mais percebê-lo no rio, nem as suas belas luzes e tão pouco o som que inicialmente encantava a todos.

No dia seguinte a notícia levada pelos veículos de comunicação anunciava uma imensa catástrofe na cidade que fora completamente imersa pelas águas que a invadiram devido ao rompimento do imenso dique. Milhares de pessoas ficaram desaparecidas e outras milhares encontradas mortas. Algumas delas ainda com os colares da festa embolados no corpo.

Essa é uma história fictícia. Ela nos serve para avaliarmos as atitudes que temos tomado diante dos perigos da vida, principalmente diante dos avisos que recebemos sobre os riscos iminentes.

Serve também para observarmos que, diante da proximidade de uma catástrofe, não podemos arriscar nossas vidas e as vidas dos outros, por causa de anseios de satisfações.

Aquelas igrejas, cujos líderes estão se deixando levar pelas atitudes das criaturas que anseiam por entretenimentos, precisam observar que a catástrofe será fatal para todos quantos permanecerem na situação de criatura, mesmo que aparentem alguma felicidade por estarem dentro das igrejas.

É preciso que se tenha completa percepção do risco diante daqueles que não forem transformados pelo Evangelho e jamais oferecer adornos que lhes façam parecer com os filhos de Deus, porque no momento final sofrerão a perda da herança, prometida somente aos filhos.

Talvez alguém considere muito pesado e até agressivo a forma que estou apresentando essa história. Mas se observar como a Bíblia nos orienta, perceberá a realidade. Não podemos deixar de falar do que temos lido e ouvido nas Escrituras!

Deus nos abençoe e use no Seu Reino Eterno!
Henri – Membro da ABACLASS.

2 comentários:

Pr Wagner Araújo disse...

Meu caro Diácono Henri Rodrigues da Silva, O BATISTA CLÁSSICO:

Sua crônica/fábula é simplesmente maravilhosa. Altamente didática e denunciante. Excelente escrita. Imaginação impecável. Triste realidade a da CBB, que analogamente é o barco enfeitado. Ao invés de salvar os perdidos decidiu festejar banalidades.

Wagner Antonio de Araújo

Pastor Cremilson disse...

Excelente texto! Muito criativo! A analogia retrata bem a realidade contemporânea. Parabéns!