quarta-feira, 3 de março de 2010

Amarguras!

Na sexta feira eu fui lendo a Bíblia no ônibus e esse texto de Hebreus 12:15 ficou me chamando a atenção.

Não entendi o texto de imediato.

Então, depois de meditar um pouquinho nele, dei continuidade nos versos seguintes... e qual não foi a minha surpresa com o que o Espírito Santo fez comigo!

Mostrou-me o que Ele queria ao apontar-me o verso 15.

Raiz de amargura...

Os versos 16 e 17 parecem completamente fora do contexto diante do verso15. E fiquei intrigado com eles. Afinal, o que teria a fornicação ou devassidão apresentada como coisa a se não fazer, com a contaminação e perturbação do brotar de uma raiz de amargura? Onde estaria a ligação desse verso com o 15 ?

Então vamos ler o que temos sobre Esaú, sobre quem o texto está advertindo para que não tomemos atitude semelhante.

O problema se deu quando o irmão de Esaú ficou com a primogenitura que Esaú considerava dele. Bem, digo considerava porque Esaú negociou essa primogenitura com Jacó.

Mas na hora de receber a primogenitura Esaú não quis cumprir o trato que fizera com Jacó.

No entanto Jacó foi mais rápido, apresentando-se diante do seu pai Isaque e recebendo dele a bênção da primogenitura.

Quando Esaú chegou e percebeu que seu irmão Jacó já havia tomado a primogenitura, Esaú ficou tão aborrecido que intentou no seu coração matar seu irmão Jacó assim que o seu pai Isaque morresse. E Esaú disse isso de maneira que a sua mão Rebeca ouviu e percebendo a amargura de Esaú e que isso traria como resultado a morte do seu outro filho Jacó, resolveu convencer seu esposo para que enviasse Jacó para bem longe dali. E Jacó teve de ir para uma terra longínqua. Tão longe ele ficou e tanto tempo ali permaneceu que não teve mais notícia de sua mãe, do seu pai e do seu irmão. Sua mãe morreu enquanto ele estava distante deles.

Durante o tempo que permaneceu longe de casa Jacó conseguiu muita riqueza e prosperidade material. Ele teve muitos filhos.

Jacó foi muito explorado por seu tio e sogro Labão e então resolveu retornar para casa com sua família e os bens que adiquirira. Mas havia um problema muito difícil de resolver.

E é aí que entra a ação do Espírito Santo na minha vida enquanto lia esse texto. Foi maravilhosa a atuação ao apontar para esse texto, mostrando-me o ensino sobre raiz de amargura.

Como é que Jacó poderia retornar para casa se o seu irmão havia dito em alta voz que o mataria assim que o seu pai morresse?

E é facilmente percebida a apreensão de Jacó diante do que poderia acontecer com ele e sua família ao encontrar-se com seu irmão.

Gênesis 32 7 Então Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos, em dois bandos.

Em sua memória permanecia os gritos dados pelo seu irmão Esaú quando ele percebeu que toda a bênção da primogenitura havia sido entregue a ele, seu irmão mais novo.

Quantos de nós também está passando ou passou pela mesma aflição de amagura?!

Isso porque a amargura atinge tanto quem a deseja o mal quanto quem o sofre.

E Jacó sofreu por muitos anos os efeitos dessa amargura que lhe consumia constatemente através da lembrança da reação que seu irmão Esaú teve. Bastava fechar os olhos para que a face irada e rancorosa do seu irmão Esaú estivesse diante dele, como se estivesse de fato ali presente pronto para cumprir o que desejara naquela época, mesmo tendo passado tanto tempo. Aliás, o tempo não serve para amenizar rancores. Antes, normalmente os rancores aumentam com o tempo.

Está assim caminhando para o entendimento o que temos no capítulo 12 de Hebreus 15 Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

Jacó estava contaminado e perturbado pela amargura que carregava consigo, mesmo não sendo dele! A amargura era de Esaú!!!

E por causa da amargura percebida em Esaú, Jacó ficou privado da Graça de Deus permanecendo distante de seus pais e único irmão!

Em sua estratégia de aproximação com seu irmão Jacó demonstra o quanto apreensivo e aprisionado estava daquela amargura.

Jacó se deu ao trabalho de enviar muitos animais na frente com seus servos. Ele desejava amenizar a situação com essa atitude. Se o seu irmão estava furioso com ele por causa dos bens que a bênção lhe dava, ele imaginou que enviar bens materiais como aquela quantidade enorme de animais poderia ajudar. E foi isso que ele fez. Enviou mais de quinhentos animais na frente para que fossem entregues ao seu irmão, desejando conquistar a simpatia e anular o seu furor.

Mas Jacó não ficou sossegado com isso porque ele não tinha como medir o ódio, a amargura que permanecia no coração do seu irmão. E a situação piorou muito quando recebeu a notícia que o seu irmão estava indo ao seu encontro, mas que não iria sozinho pois levava quatrocentos homens com ele.

E por que estava indo com tanta gente?!

Apenas uma coisa passou pela mente de Jacó...a lembrança das últimas palavras que ouviu do seu irmão...palavras de ameaça de alguém que estava com profundo ódio e que por isso passou a nutrir rancor.

Não passou pela mente de Jacó que Esaú poderia ter avisado com alegria aos seus amigos que o seu único irmão estava voltando após longos anos distantes e os tenha convidado para ir juntos recebê-lo!!!

Quanto tempo Jacó guardou aquela amargura dentro de si, à toa!

Que aprendamos a lição!

Dc. Henri - membro da OBBH.

Felicidade é estar no centro da vontade de Deus!!!

3 comentários:

Ana claudia Stelet Moreno da Silva disse...

Olá! Graça e Paz. Passando para conhecer seu espaço e parabenizá-lo pelos bons conteúdos. A amargura é um sentimento muito danoso, né? E nos faz perder muito das riquezsa de Deus pra nós. E é também um tempo de desgaste emocional que reflete até mesmo em nosso fisico. Que o amigo Espirito Santo nos ajude a manter nosso coração puro e inatingivel permitindo que a semente da palavra que também é água nos limpe. Se quiser nos visitar será uma alegria.
blogdamulhercrist.blogspot.com

Henri disse...

Sim, Ana Claudia:

A todos que carregam consigo o peso da amargura, Jesus Cristo oferece a troca. Ele nos oferece o seu jugo em troca do nosso. O dEle é suave e o fardo é leve. E ainda para nos ajudar em nossa camihada nos dá a Esperança!
Lancemos sobre Jesus Cristo todas as nossas dores e amarguras. Só Ele pode nos livra delas.

Anônimo disse...

Ola henri!!!!

Sou a Ana Debora do grupo da mary
no yahoo, recebi esta reportagem e ela tem muito a ver sobre o assunto de louvores e musicas gospel, lemnbrei de vc se vc achar de utilidade para outros irmãos libere ok, chega a ser preocupante e hilaria ao mesmo tempo
te cuida abraços a familia
ANA DEBORA

quarta-feira, 31 de março de 2010
Mandaram o gospel genérico.

Renato Vargens


Um Amigo me compartilhou essa semana que uma Igreja muito pobre se cotizou para receber um determinado ministério de música de uma conhecida igreja do Rio de Janeiro. O valor pedido pelo "ungido" ministério era bem alto, o que fez com que aquela pequenina comunidade se endividasse toda. No dia marcado, eis que surge a banda disposta a "louvar" o Senhor. No entanto, o que a igreja não imaginava é que o vocalista do grupo, em questão não era exatamente o que eles esperavam. Ele até se vestia igual, cantava igual e tinha uma certa aparência com o líder da banda, mas não era ele, e sim um substituto. A banda se desculpou dizendo que o famoso cantor tinha um outro compromisso numa GRANDE igreja do Rio de Janeiro e por isso enviaram o "genérico".



Caro amigo, infelizmente em nome de Deus os denominados cantores gospel criaram uma verdadeira indústria. Alguns destes possuem o ultraje de cobrar R$ 35.000,00 por show. Ora, isso é uma verdadeira aberração! Em um país de gente miserável e pobre, a igreja em vez de saciar a fome daqueles que anseiam por justiça e comida, comercializa a fé?



Sinceramente esses cantores que se dizem vocacionados deveriam abrir mão dos cachês nababescos e viver como qualquer servo de Deus. É bem possível que ao ler a esta afirmação talvez você esteja pensado com seus botões: “Há, mais eles precisam viver, é certo que recebam!” Claro que é justo que recebam uma oferta como qualquer ministro cristão, todavia, existe uma diferença significativa entre receber uma oferta e cobrar milhares de reais por apresentação. Se não bastasse isso, tais cantores se locupletam de uma glória que não lhes pertencem, tomando para si a honra que pertence ao Senhor das nossas vidas.

Pois é, como já escrevi inúmeras vezes esta historia de artista gospel é uma verdadeira vergonha. Afirmar que seus shows fazem parte de um ministério cristão é no mínimo afrontar o conceito bíblico de serviço. Isto posto, repudio veementemente os que em nome Deus se locupletam da fé publica cobrando valores imorais por seus shows e apresentações.

Que Deus tenha misericórdia desta geração!