terça-feira, 28 de agosto de 2012

Igreja que cria filhote de Cuco!


Igreja que cria filhote de Cuco!

“A fêmea do cuco põe seu ovo no ninho de outro passarinho, e para isso ela tira um dos ovos do ninho e come, e no lugar põe o seu ovo. Às vezes, quando o ninho é muito vigiado, aproveita o menor descuido e lança seu ovo de certa distância.

O objetivo disso é que outra família de passarinhos crie seu filhote.

Quase sempre, os ovos dos Cucos são parecidos com os das espécies que parasitam. O bebê cuco demora 12 dias pra nascer e, com 8 a 10 horas de vida a cria de Cuco expulsa do ninho os ovos ou as crias que já estavam no ninho, ficando sozinho, tendo mais espaço e “oferecendo” aos pais "adotivos" mais facilidade para alimentar uma única cria, que quase sempre é bem maior do que eles mesmos.

Com 19 dias de vida os filhotes de Cuco estão prontos para abandonar o ninho. Reproduzem-se pela primeira vez com um ou dois anos de idade.

Às vezes nascem 2 cucos ao mesmo tempo e no mesmo ninho - de ovos postos por 2 fêmeas - e a luta pelo lugar acontece de uma forma muito mais violenta porque ambos são possantes e determinados, podendo ocasionar a morte dos dois por cansaço.”  Fonte: http://www.ninha.bio.br/biologia/cuco.html

O que estou pensando ao apresentar essa situação sobre pássaros?

É que percebo que há igrejas sendo exploradas de forma semelhante aos pássaros cujos ninhos são invadidos pela fêmea do Cuco.

Observo que o casal cujo ninho foi invadido passou a criar um filhote que não era seu, mas mesmo assim, sem saber, tornam-se pais muito felizes porque percebem de forma mais rápida o seu filhote nascer.

Enquanto nos outros ninhos existe apenas a expectativa dos ovos sendo chocados, no ninho onde os ovos foram trocados pelo ovo do Cuco, já há um filhote “alegrando” os pais que naturalmente se sentem mais “abençoados”  do que os demais, afinal já podem contemplar a “bênção” em suas vidas...enquanto nos demais ninhos há apenas ovos...

E essa bênção não é somente inicial, mas permanece aumentando nos próximos dias, porque enquanto os ovos naturais eclodem nos ninhos, proporcionando uma “pequena” alegria neles por causa dos pequeninos filhotes, no outro ninho já se pode perceber um grande filhote que cresce a cada dia...

E cresce tanto que após os primeiros dias já está maior do que os pais, obrigando-os a correrem, ou melhor, voarem de um lado para o outro a procura de alimentos, pois o filhote faminto lhes exige completa dedicação.

Enquanto os demais filhotes se apresentam mirradinhos, o filhote “especial” já quase não cabe mais no ninho, deixando os pais cada dia mais convencidos que foram "abençoados" e por isso, acabam convencendo toda a comunidade de pássaros que aquele ninho é especial, produzindo inclusive o desejo nos outros de ter também um ninho semelhante!

Sem querer, por causa do que contemplam no ninho superior, alguns acabam se deixando levar pela falsa impressão de que poderiam fazer alguma coisa para conseguir a mesma bênção conseguida pelos que experimentam tamanha "alegria".

Observando o crescimento do outro filhote e comparando com o seu, aluns chegam ao ponto de desejarem serem pais do outro, renegando o que tem e considerando-o bênção inferior... Ou até mesmo consequência de uma “maldição hereditária”!

E tudo vai muito bem na vida dos pais “especiais”, ricamente “abençoados” pelo filhote que agora já consegue alçar voo enquanto os demais filhotes parecem tão fraquinhos,  sem ao menos conseguirem bater as asas que ainda estão criando penugens...

Mas de um modo inesperado, saindo o filhote “abençoado” do ninho para o voo, de repente, eis que uma grande surpresa sucede o voo, pois o filhote já se tornou adulto e não mais voltará, deixando os pais sem a descendência, porque era um filhote de Cuco...

Enquanto isso, nos outros ninhos os filhotes estão crescendo naturalmente. E mais tarde darão descendência aos seus pais.

Assim há muitas igrejas que, quais ninhos habitados pelo filhote de Cuco, impedindo a vida natural daqueles que deveriam nascer e crescer ali, alegrando a liderança com as coisas surpreendente que faz , mas que de repente se vai porque não é filho de Deus, sendo apenas uma criatura que não tem vínculo com a Igreja, mas que anseia viver conforme a sua natureza carnal.
Estejamos atentos aos filhotes de Cuco que são colocados na igreja e aceitos com grande alegria. São eles que atrapalham o crescimento da Igreja porque logo se vão sem permitir a continuidade por não produzirem "filhotes". Ao contrário, tomarão a mesma atitude, colocando os seus ovos em ninhos alheios, dando continuidade ao seu crescimento mas impedindo o crescimento natural da Igreja.

A Bíblia é clara ao nos mostrar o que nos diz Jesus Cristo sobre aqueles que não nasceram de novo. E mesmo que realizem proezas, milagres e até mesmo anunciem o Evangelho, ouvirão de Cristo algo duro demais porque Ele lhes dirá: “não vos conheço”!

Saibamos que a Igreja é lugar de filhos de Deus. E mesmo que não pareça muito esbelto, atrativo, ou chamativo, é melhor ter a igreja com os filhos do que com as criaturas que por um momento participam, mas de repente abandonarão "alçando" voo para longe.

Querer encher a igreja de qualquer jeito é contrariar o Evangelho, que é o Poder de Deus para a transformação daquele que crê, permitindo que a criatura se sinta bem ao ponto de se considerar filho de Deus, exigindo grande esforço para mantê-los no "ninho" e forçando que aqueles que seriam participantes naturais sejam deixados de lado.

Agir assim demonstra atitude semelhante aos pais que sem saber tiveram o ninho invadido, tiveram os próprios filhotes jogados fora dele, tendo gasto tempo e um precioso momento da vida para dar continuidade à geração de outra linhagem do que a sua própria.

Mesmo que observemos os crescimentos surpreendentes das outras igrejas, precisamos manter a firmeza na Doutrina Bíblica, preservando com cuidado o ambiente e aguardando que o crescimento seja dado pelo Senhor.

Jamais se deve estar ansioso pelo crescimento de tal forma que apliquemos os projetos humanos que não levam em conta a transformação ou não da criatura.

A Igreja é lugar de culto em comunhão e transformação de vidas. Não se pode ficar contente apenas porque há muitos “cucos”, porque esses impedem o real crescimento da igreja, atrapalhando o Seu verdadeiro crescimento.

O investimento da Igreja deve ser em vidas e não em shows e entretenimentos, os quais agradam muito as criaturas, mas pouco ou nada servem para a transformação dessas criaturas e para o crescimento dos filhos.

O investimento das igrejas deve ser em programações que propiciem o estudo da Bíblia, proporcionando assim o crescimento dos filhos e a transformação das criaturas em filhos de Deus.

Precisamos ficar muito atentos com a lição que a natureza nos oferece sobre os Cucos!

Deus nos abençoe e use!
Henri – Membro da SIB Magé.
*Membro da ABACLASS.

Um comentário:

Henri Rodrigues da Silva. disse...

Os Seminários de Teologia deveriam ser quais ninhos muito bem vigiados para impedir os ovos de Cucos!
Henri.